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Pandemia e rendas altas ameaçam lojas históricas do Porto

Pandemia e rendas altas ameaçam lojas históricas do Porto

Casa Chinesa poderá vir a ser o mais recente caso de encerramento. Pandemia e especulação imobiliária são as ameaças. Autarquia tem programas de apoio.

A pandemia e o regresso da pressão dos investidores imobiliários estão a criar dificuldades de sobrevivência a algumas lojas históricas do Porto. Os encerramentos ocorrem não apenas na área da restauração, mas também no típico comércio de proximidade. A casa de malas Haity, na Baixa, foi uma das que não resistiram, tal como a Casa Nori, em Cedofeita. Agora, chega a vez da emblemática Casa Chinesa, com dificuldades de entendimento com o senhorio.

"Fomos surpreendidos com a carta que recebemos em que nos pedem uma renda de três mil euros. Estamos ainda a negociar, mas não sei se vamos conseguir sobreviver a esta investida", afirma o gerente Daniel Moreira. A aumentar o risco de fechar ao fim de 82 anos de atividade está o facto do estabelecimento não ter sido ainda reconhecido no programa Porto de Tradição. Foi feito o pedido em novembro do ano passado, em agosto as técnicas do município fizeram uma visita ao local, mas até agora não há qualquer resultado.

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