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Passa os dias na cama e luta há nove anos pela pensão de invalidez

Passa os dias na cama e luta há nove anos pela pensão de invalidez

Dulce Moreira, 58 anos, toma diariamente 16 comprimidos. Desde 2005 que a moradora do Bairro do Regado, no Porto, sofre de fibromialgia e a dor aguda tem-lhe tirado, ao longo dos anos, qualidade de vida, inibindo-a de trabalhar.

A tal ponto que a antiga funcionária de uma agência de viagens, que também sofre de outras doenças, passa os dias na cama, sobrevivendo com 143,30 euros do rendimento social de inserção (RSI). Nos últimos nove anos, já foi a dez juntas médicas para requerer a reforma por invalidez, mas a Segurança Social indeferiu sempre os pedidos.

Contactado pelo JN, o Instituto da Segurança Social é perentório: "As deliberações dos peritos médicos são unânimes a concluir que a beneficiária não reúne as condições para a certificação de uma incapacidade permanente". O mesmo organismo acrescentou: "O direito à pensão de invalidez é reconhecido ao beneficiário que tenha incapacidade permanente, relativa ou absoluta, para o trabalho, de causa não profissional".