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PCP exige que Governo "honre" compromissos e alargue rede do Metro do Porto

PCP exige que Governo "honre" compromissos e alargue rede do Metro do Porto

O PCP exigiu, esta quinta-feira, ao Governo que "honre o compromisso" assumido em 2008 de investir na expansão do Metro do Porto e propõe para a próxima década seis novas linhas, mais 49 quilómetros de rede e 54 estações.

"A melhoria e alargamento da rede do Metro do Porto é vital para o desenvolvimento da região, para a qualidade de vida e de trabalho da sua população e para a melhoria da mobilidade, com inegáveis vantagens económicas e ambientais", defendeu hoje o PCP, numa conferência de imprensa no Porto, apresentando um projeto resolução que recomenda ao Governo a criação de um plano de desenvolvimento do Metro do Porto para a próxima década "com seis linhas de metro, mais 49 quilómetros de rede, mais 54 estações".

O comunista Jaime Toga adiantou que o Projeto de Resolução foi entregue na Assembleia da República na quarta-feira.

O valor de 1500 milhões de euros que o PCP estima para as linhas que agora propõe "corresponde, no essencial, ao valor que o Governo assumiu em 2008 investir no desenvolvimento da rede de metro", disse.

"Não se trata de exigir nada de novo ou de extraordinário. Trata-se de reclamar do Estado português que honre compromissos que assumiu com esta região e as suas populações", declarou Jaime Toga.

No documento dado esta manhã aos jornalistas na Estação de Metro da Casa da Música, o PCP recomenda ao Governo que "defina como prioritária a criação de um audacioso plano de desenvolvimento do Metro do Porto na próxima década" e que "aprove um calendário para a concretização desse plano de desenvolvimento" da rede.

Prolongar o metro até à Trofa, a partir do Instituto Universitário da Maia (ISMAI), garantir a linha de Valbom, com ligação ao centro de Gondomar a partir de Campanhã, bem como garantir a linha do Campo Alegre (Porto), para unir as estações de São Bento e de Matosinhos Sul, são as três primeiras medidas que o PCP inscreve no documento.

O PCP pretende também ver garantida a criação a linha das Devesas, com ligação a Vila D`Este (Gaia), a partir da linha do Campo Alegre, perspetivando a ligação com a linha Amarela, e uma ligação a São Mamede de Infesta, a partir da atual estação Polo Universitário.

A Ligação à Maia, a partir do Hospital de São João, perspetivando a junção com a linha do Aeroporto na estação Verdes, é outra das propostas.

A recomendação do PCP inclui também medidas de articulação intermodal de linhas de transporte público e o estabelecimento de transporte de passageiros com as estações de metro, com a criação de paragens de autocarros próximos e o inventivo à troca do automóvel pelo metro.

Segundo Jaime Toga, os principais centros de acesso intermodal seriam de "utilização gratuita" e deveriam ser colocados, por exemplo, em Campanhã, Trindade, Casa da Música, Senhora da Hora e na Maia nas proximidades do Fórum.

O PCP refere ainda que teria de ser criado um dístico especial, a validar no carregamento mensal do passe intermodal Andante, destinado a identificar automóveis estacionados nas imediações de estações do Metro ou de paragens de autocarros.

O "restabelecimento do transporte de passageiros nos ramais ferroviários de Leixões, no cumprimento da Resolução da Assembleia da República n.º 87/2018, complementado com criação de um interface intermodal (ferroviário ligeiro, ferroviário pesado, rodoviário pesado e rodoviário ligeiro) na zona Arroteia/Asprela/Hospital de S. João", é outra medida inscrita no plano do PCP para o Metro do Porto.

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