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Perpétuo Socorro reabre sala de cinema dos anos 70

Perpétuo Socorro reabre sala de cinema dos anos 70

Instituição de cariz social e educativo, situada na Rua Costa Cabral, no Porto, volta a apostar na cultura como polo agregador de novos públicos e vivências.

"É hora de refundação". É desta forma que o padre Rui Saraiva, presidente da direção do Centro de Caridade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Porto, fala da nova fase da instituição que promete voltar a estar "com portas abertas para o mundo". A reabertura, esta sexta-feira, da icónica sala de cinema dos anos 60/70, situada na Rua de Costa Cabral, é uma das novidades. Mas o projeto engloba também obras de reabilitação no edifício, desenhado pelo arquiteto Luíz Cunha, e "a recuperação do prestígio educativo" do externato.

Logo a seguir a ter tomado posse, em 2020, Rui Saraiva começou a pensar de que forma a instituição poderia ganhar uma nova vida dentro da dinâmica da cidade. E concluiu: "Não há outra forma de sermos originais do que irmos à origem", contou esta quarta-feira na conferência de imprensa que serviu para apresentar a programação cultural da Sala Estúdio Perpétuo.

Neste caso, o "ir às origens" da instituição serviu de mote para devolver a icónica sala de cinema dos anos 70 à comunidade.

O espaço que no passado foi criado a pensar nas criadas de servir, que vinham das aldeias para o Porto e que ao domingo como tinham folga não tinham para onde ir nem onde comer, regressa à vida ativa, depois de mais de 20 anos encerrada.

Programação própria

Para isso, o Perpétuo Socorro conta com a parceria da empresa Opium, fundada por Carlos Martins, que terá a seu cargo o projeto cultural e a programação.

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Ideias não faltam, ainda que Carlos Martins resuma que o projeto "passe por uma função cultural dentro da instituição, com uma programação própria na área do cinema e da música". No fundo, passa a haver "um novo agente cultural com programação regular", explicou o consultor em economia criativa.

Neste projeto, cabem não só "as muitas instituições que não têm espaço para trabalhar ou outras que precisam de um palco para se apresentarem", referiu Carlos Martins.

Outra aposta passará pela formação, podendo o Perpétuo Socorro vir a integrar novas áreas artísticas e criativas no seu currículo formativo, "criando uma sinergia entre programação e formação, com destaque para a área dos novos media", assumiu o programador.

Na reabertura da sala, esta sexta-feira, às 21.30 horas, haverá um concerto comentado, onde bandas sonoras de filmes serão tocadas pela Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Osvaldo Ferreira. A entrada é livre.

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