Porto

Pinto da Costa contra estratégia do Estado de "sacar" impostos

Pinto da Costa contra estratégia do Estado de "sacar" impostos

O presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, acusou, esta segunda-feira à tarde, o Estado português de ter como única estratégia na relação com os clubes de futebol a de angariar impostos.

"Relativamente ao F.C.P, a única estratégia que há é de ver como é que se saca mais algum dinheiro dos impostos", afirmou o líder portista, que intervinha na Conferência JN 125 anos, na Alfândega do Porto.

"A única estratégia que há é de acabar com os clubes. Espero que o F.C.Porto não tenha necessidade de mudar a sua sede para Haia (na Holanda)", ironizou ainda, no seu registo habitual, lembrando que, em 2012, o clube pagou 21 milhões de euros em impostos.

A propósito, contou um episódio protagonizado por um responsável do clube que, convocado, há dias, pela Segurança Social para regularizar algumas situações, foi confrontado com este comentário: "As SAD dos clubes são todas para falir".

Falando no âmbito de um debate sobre o Porto e a internacionalização das suas marcas, Pinto da Costa aproveitou para relevar a aposta do clube em mercados externos, anunciando, a título de exemplo, que os tricampeões nacionais vão iniciar uma digressão à Venezuela e à Colômbia.

À intervenção do responsável máximo do F.C.Porto não faltou o habitual sarcasmo, que teve como alvo dois benfiquistas: António Mexia, presidente da EDP, que pedira uma vitória no campeonato do rival Benfica, por forma a não comprometer o Produto Interno Bruto; e Vítor Gaspar, ministro das Finanças, que há dias reconheceu publicamente alguma mágoa pela série de resultados negativos dos encarnados. "Para que não desça o PIB e o senhor ministro das Finanças não fique desiludido, o Benfica tem de ganhar. Mas como o Kelvin é brasileiro não percebeu o interesse nacional".

Ao nível regional, Pinto da Costa não deixou passar o diferendo antigo com a Câmara do Porto, e mais concretamente com Rui Rio, lembrando que "faltou ao F.C.P. apoios morais da Câmara". E deixou mais uma bicada ao autarca que lhe fechou as portas do município: "Foi uma voz que nunca existiu. Existe agora a protestar contra coisas que se passaram há dez ou 12 anos".

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