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Pizarro reclama apoio comunitário à reabilitação do Porto

Pizarro reclama apoio comunitário à reabilitação do Porto

O candidato socialista à Autarquia portuense, Manuel Pizarro, defendeu, este sábado à tarde, que Governo, Junta Metropolitana e Câmara devem bater-se, em Bruxelas, por apoio comunitário à reabilitação urbana para habitação.

Criticou o Executivo pelo anúncio de um grande investimento para reestruturar o porto de Lisboa, acusando-o de fazer o inverso no Norte. "O Governo é uma desgraça que se abateu sobre o país e sobre o Porto. O mesmo Governo que diz que não há dinheiro para a reabilitação do Porto, que quase ameaça fechar a SRU-Porto Vivo porque lhe deve dois milhões e meio de euros, anunciou ontem uma obra pública em Lisboa de requalificação do porto que vale mais de mil milhões de euros. Dos quais mais de 200 milhões de euros de investimento público", criticou Pizarro, à margem de um debate.

"Portanto, não há dinheiro para reabilitar as casas do Porto, mas há dinheiro para fazer um enorme investimento em Lisboa", concluiu, admitindo que, também "por parte dos agentes públicos portuenses há muito quem proponha obras" que considera não fazerem parte das prioridades.

Em causa está o Quadro Comunitário de Apoio (QCA), de 2014-2020 e as negociações para os novos regulamentos. Pizarro nota que "o próximo QCA tem como tema principal a reabilitação urbana. E é preciso que Portugal consiga que parte desses fundos possa ser aplicada em reabilitação urbana destinada a habitação e não apenas a comércio e serviço como acontece até hoje".

"É preciso que o Porto faça ouvir a sua voz exigindo do Governo uma atitude pró-ativa em relação a isso. Há responsabilidades do Governo na negociação do Quadro Comunitário de Apoio (QCA), mas há também responsabilidades da Junta Metropolitana e da Câmara do Porto, que deviam estar em Bruxelas a influenciar os novos regulamentos do QCA por forma a que seja possível financiar, com recursos públicos, a reabilitação urbana destinada a habitação", defendeu ainda o candidato socialista aos jornalistas.

E concluiu que, "infelizmente, não tem havido por parte dos agentes da região, muitas vezes envolvidos em guerras uns com os outros em vez de num combate a favor da região", uma atitude nesse sentido.

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