Porto

Polícia despejou ocupantes da escola do Alto da Fontinha

Polícia despejou ocupantes da escola do Alto da Fontinha

Sete elementos do movimento ES.COL.A do Alto da Fontinha, no Porto, que ocupavam o edifício daquele estabelecimento de ensino há cerca de um mês, foram despejados e detidos pela polícia, denunciou esta terça-feira um voluntário daquele grupo.

"Cerca de 20 agentes da polícia chegaram à escola cerca das 7,30 horas com o objectivo de retirar do edifício as pessoas que estavam a ocupar aquela escola ", afirmou Luís, voluntário do movimento.

Segundo referiu, a escola encontra-se desactivada há cerca de cinco anos e o ES.COL.A - Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha - estava a recuperar o edifício para desenvolver um projecto educativo para as crianças do bairro.

"Terá havido uma situação de resistência por parte de um dos ocupantes, mas foi pacífico", disse, acrescentando que a polícia "não exerceu violência".

A esma fonte acrescentou que a polícia "fechou a rua da Fábrica Social", impedindo o acesso ao local.

Em nota enviada por correio electrónico à Lusa, o movimento acrescentou que, entretanto, o edifício está já a ser emparedado e "os detidos foram conduzidos à esquadra de Campo Lindo".

A antiga escola primária da Fontinha foi ocupada por um grupo de pessoas que a queria "devolver à comunidade", acrescentou Luís, que especificou que este movimento "já pintou a escola e estucou paredes".

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No início desta semana, sustentou, "começou o projecto educativo, dando-se aulas de Inglês, Geografia e História a crianças do bairro", bem como se desenvolveu um conjunto de actividades como "xadrez, guitarra e ioga".

A Lusa contactou o Gabinete de Relações Públicas da PSP do Porto, que apenas referiu ter enviado "uma secção da Brigada de Intervenção Rápida para o local para colaborar neste serviço da Polícia Municipal".

A Agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto da Polícia Municipal, mas até ao momento não foi possível obter resposta.

Questionada pela Lusa, fonte da autarquia referiu que a Câmara está a "desenhar um projecto específico com outras instituições da cidade" para aquele edifício, mas que apenas poderá ser revelado o seu conteúdo assim que estiver tudo delineado.

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