Porto

Polícia mantém-se na Fontinha após despejo da Es.Col.A

Polícia mantém-se na Fontinha após despejo da Es.Col.A

Uma força policial protege a Escola da Fontinha, no Porto, local de onde foi despejado o movimento Es.Col.A. Os ativistas regressaram à escola, entretanto entaipada com placas de chapa, após se manifestarem em frente à Câmara do Porto e na esquadra da PSP do Heroísmo.

Instalado na antiga escola primária da Fontinha desde abril de 2011, o movimento Es.Col.A. foi, na manhã desta quinta-feira, despejado do local.

Na operação de despejo, a polícia cercou o quarteirão do Alto da Fontinha e população e ativistas envolveram-se em confrontos com as forças de segurança. Três indivíduos foram detidos.

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Assim que chegaram ao local para proceder ao despejo da escola, a população saiu em defesa dos ativistas. "Houve confrontos entre a população local e as forças de segurança", explicou Nádia Leal, uma moradora, ao JN.

Um jovem de 20 anos foi atingido por um "taser" da polícia, soube o JN.

A PSP do Porto confirmou que duas pessoas "foram intercetadas já fora do perímetro de segurança" da ação de despejo do movimento Es.Col.A, devido a "injúrias e agressões" a agentes daquela força policial.

Já segundo Ana Afonso, do coletivo Es.Col.A, disse que foram detidos "pelo menos três elementos do coletivo" e que dois deles "foram agredidos pela polícia".

Horas antes, Ana Afonso fazia o relato dos acontecimentos: "Estão aqui 20 carrinhas da polícia, vários carros e um cordão policial. O bairro está todo cercado. O despejo está a ser feito de forma violenta: uma moradora disse-me que estavam a bater nas pessoas", afirmou, do lado de fora do cordão policial.

Após o despejo, os ativistas dirigiram-se para as traseiras da Câmara Municipal do Porto onde se manifestaram. Nessa altura, um dos manifestantes regou-se com um líquido que disse ser gasolina e ameaçou imolar-se.

Os manifestantes voltaram a repetir os protestos junto à esquadra da PSP do Heroísmo. Depois, rumaram de novo à Fontinha.

O movimento Es.Col.A ocupou a escola do Alto da Fontinha em Abril de 2011 e tinha até ao dia 12 para abandonar as instalações, segundo um acordo assinado com a Câmara Municipal do Porto.

Na operação de despejo participaram também 11 profissionais dos Bombeiros Sapadores do Porto "para garantir a acessibilidade dos elementos em segurança da PSP e PM", afirma Rebelo de Carvalho, comandante da corporação, à Lusa.

Diversos utilizadores estão a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos via redes sociais. No Twitter, a hashtag #Fontinha já lidera o top de hashtags mais utilizadas em Portugal.

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