Ensino Superior

Politécnico do Porto sem cantinas nem bares há seis meses

Politécnico do Porto sem cantinas nem bares há seis meses

Há mais de 20 mil alunos, professores e funcionários há seis meses sem cantinas e bares nos três campus do Instituto Politécnico do Porto (IPP).

Em março, a empresa que prestava o serviço desistiu do negócio. O IPP abriu novo concurso, mas, agora, a nova concessionária alega falta de condições e recusa-se a trabalhar. "A nova concessionária considera que os equipamentos e instalações das cantinas e bares não asseguram condições mínimas para funcionar e recusa assumir a exploração do serviço de refeições destas unidades do IPP", afirma o Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Norte.

O IPP tem oito cantinas e dezenas de bares nos seus três campus universitários - Asprela e Baixa (Porto), Póvoa de Varzim/Vila do Conde e Tâmega e Sousa (Felgueiras) -, onde estudam mais de 19 mil alunos.

Em março, a StatusVoga, que havia ganho o concurso para exploração das oito cantinas do IPP, desistiu do negócio. Culpava a pandemia pela falta de afluência aos espaços, que, dizia, tornou a exploração incomportável. A partir de 1 de abril, cantinas e bares deixaram de funcionar.

Perante a resolução do contrato, os 19 trabalhadores deveriam regressar ao IPP, mas o Politécnico recusou-se a assumir os salários. Já no final do ano letivo, prometeu reintegrá-los na nova empresa que viesse a vencer o concurso (uma das exigências do contrato), mas, quando tudo parecia resolvido, a concessionária recusa, agora, prestar o serviço e já abdicou da concessão.

"O sindicato reuniu, ontem, com a administração do Politécnico e foi informado da intenção de abrir um novo concurso", continua a explicar o Sindicato, lamentando que, em mais de seis meses, o IPP não tenha sido capaz de fazer as obras de beneficiação, reparação ou substituição de equipamentos.

"Este comportamento do IPP, para além de ilegal, representa uma falta de responsabilidade social e uma falta de respeito pelos trabalhadores que continuam sem ocupação efetiva dos seus postos de trabalho, bem como revela falta de respeito pelos alunos que continuam sem acesso às refeições dos bares e das cantinas", acrescenta ainda mesmo Sindicato.

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Um novo concurso irá, na melhor das hipóteses, atrasar em mais um mês a reabertura das cantinas e bares do IPP, deixando os seus milhares de alunos, professores e funcionários sem ter onde comer. A situação é particularmente complicada para os alunos do campus 2 do IPP, onde funcionam as escolas superiores de Hotelaria e Turismo (ESHT) e Media Artes e Design (ESMAD), instalada num local isolado na fronteira de Vila do Conde com a Póvoa, a cerca de dois quilómetros do centro da cidade.

O JN tentou ouvir sobre o caso a direção do IPP, mas, até ao momento, não obteve qualquer resposta.

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