Porto e Gaia

Ponte de S. João terá travessia gémea para o TGV

Ponte de S. João terá travessia gémea para o TGV

Proposta do Governo é duplicar o canal ferroviário existente e construir uma ponte exatamente igual e colada à que está em funcionamento desde 1991, entre Porto e Gaia.

Afinal, o comboio de alta velocidade vai entrar na cidade do Porto pelo canal ferroviário já existente, o que obrigará a replicar a ponte de S. João que assim terá, a seu lado, uma travessia gémea apenas para servir o TGV. Ainda não há projeto mas o Governo já apresentou à Câmara do Porto a definição da localização, prosseguindo com estudos não estando ainda a solução fechada a Norte, na ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

A criação de uma nova ponte, igual e colada à que hoje existe, foi anunciada na manhã desta segunda-feira durante a reunião do executivo portuense por Rui Moreira na sequência da apresentação do site na internet do Pacto do Porto para o Clima.

O vereador do Urbanismo acabou por revelar os pormenores da apresentação que foi feita pelo Governo, no final de dezembro, às autarquias do Porto e Gaia. "Por questões técnicas e por o atual não servir para a linha de alta velocidade optou-se por duplicar o canal ferroviário que já existe ", explicou Pedro Baganha.

"Em consequência, está definido pela Infraestruturas de Portugal (IP) que o canal ferroviário será o mesmo através de uma ponte espelho à travessia ferroviária que existe hoje", acrescentou o vereador. O que foi apresentado na reunião com os autarcas foi "uma antevisão, uma imagem que reproduz a ponte de S. João com uma ponte gémea paralela".

Tal como o JN noticiou na semana passada, Campanhã será o terminal do TGV na cidade do Porto e tudo indica que a solução passará pela criação de uma nova gare subterrânea à já existente. De acordo com o anunciado por Rui Moreira, o comboio de alta velocidade seguirá ainda pelo canal existente para Norte até Contumil, prosseguindo depois por um canal diferenciado às linha do Minho e do Douro e em túnel até ao aeroporto, estando em estudo a possibilidade de também passar em Leixões.

Metro a passar no Carvalhido
Durante a apresentação do Pacto do Porto para o Cima, feita pelo vereador do Ambiente, Filipe Araújo, que prevê ser "possível que o Porto atinja a neutralidade carbónica já na próxima década", sendo necessário apostar mais na eficiência energética dos edifícios e no uso dos transportes públicos, foi ainda dado conta à vereação o conteúdo das reuniões que a autarquia tem mantido com a empresa do Metro do Porto com vista ao alargamento da rede dentro da cidade. Rui Moreira explicou que neste momento desenha-se a ligação entre a Casa da Música e a Asprela, com possibilidade de passagem e com estação na zona do Carvalhido.

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Maria Amélia Canossa nome de rua
Na reunião o executivo aprovou ainda um voto de pesar e todos fizeram um minuto de silêncio pela morte da cantora Maria Amélia Canossa e de Amélia de Azevedo, fundadora do PSD e a primeira mulher a ser eleita deputada pelo distrito do Porto nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975. No caso de Maria Amélia Canossa, Rui Moreira afirmou que será recomendado à Comissão de Toponímia a atribuição do nome da voz do hino do F.C. Porto a um arruamento da cidade.

Problemas criados pela movida
À porta dos Paços do Concelho uma munícipe voltou a protestar contra o "botellón", sendo vítima do barulho causado pela vida noturna na rua onde mora. O vereador da Economia, Ricardo Valente, informou que o regulamento da movida está a ser revisto e será apresentado, com medidas mais restritivas para o consumo de bebidas alcoólicas na via pública, no mês de abril.
A reunião terminaria com uma troca acesa de palavras entre Rui Moreira e o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, Sérgio Aires, que criticou a apresentação feita, durante o período reservado ao público, por um responsável de uma empresa de "publicidade exterior de elevado impacto".

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