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Porto abre candidaturas para escolher entidade gestora da sala de chuto

Porto abre candidaturas para escolher entidade gestora da sala de chuto

Foi aprovada esta manhã de segunda-feira, pelo Executivo da Câmara do Porto, a abertura das candidaturas para selecionar a entidade gestora sem fins lucrativos que irá gerir a primeira sala de chuto do concelho. O concurso será lançado a 14 de julho e decorrerá até dia 30 do mesmo mês.

O espaço, que deverá começar a funcionar a partir de setembro, na chamada Viela dos Mortos, junto ao muro do Parque de Serralves, será financiado a 100%, no primeiro ano, pela Câmara do Porto. A verba será de 650 mil euros: 400 mil para custear a parte física (contentor de 90 metros quadrados e equipamentos), mais 250 mil para a logística de apoio aos toxicodependentes.

A proposta foi aprovada com a abstenção do vereador do PSD, Álvaro Almeida, considerando que esta "é uma ação de saúde pública", cuja responsabilidade "é do Estado Central". O social-democrata reforçou que não está contra a solução operacional, mas sim contra o seu modelo de financiamento.

No centro da discussão esteve, precisamente, a descentralização. "Como é típico, as autoridades de Saúde não queriam por nem um tostão nem queriam montar coisa nenhuma e queriam era que fosse a Câmara a operar isto", criticou o autarca Rui Moreira, garantindo que a Autarquia "não tem competências para isso".

A vereadora Maria João Castro, do PS, referiu que a necessidade destas respostas se tornou "urgente" com a demolição do Bairro do Aleixo, que "era literalmente a sala de chuto da cidade do Porto e em condições absolutamente degradantes".

"Todos nós fomos confrontados com o consumo a céu aberto em vários locais da nossa cidade e com uma enorme perturbação na segurança da vida dos portuenses", afirmou, alertando que "é preciso muito mais" para solucionar o problema, uma vez que um programa de combate à toxicodependência necessita de uma abordagem integral". O espaço terá capacidade para 10 postos de consumo assistido de fumos e injetáveis.

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Também Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, considera que "há medidas nacionais que têm de ser tomadas em torno deste tema". "A posição da CDU é que estas medidas deveriam ser tomadas de fundo e não fossem necessárias estas salas. Vai minorar algumas coisas e ajudar algumas pessoas", observou.

O presidente da Câmara do Porto respondeu que, em matéria de saúde, "não há nenhuma descentralização". "Acredito que esta é uma resposta importante, quer para as pessoas vão utilizar este serviço quer para as pessoas que vivem nas redondezas", referiu o autarca.

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