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Porto com plano para desentubar rios e ribeiras

Porto com plano para desentubar rios e ribeiras

Município apresentou Plano de Valorização e Reabilitação das Linhas de Águas que prevê a criação de projetos como o Parque da Asprela inaugurado no último fim de semana.

São 85 quilómetros de rio e ribeiras que, inseridos no Plano de Valorização e Reabilitação das Linhas de Águas, apresentado na manhã desta quinta-feira, a Câmara do Porto quer valorizar numa ação estratégica que tem como projeto mais visível o Parque da Asprela inaugurado no passado fim de semana.

"Este plano vai concretizar a nossa estratégia em termos de rios e ribeiras da cidade, muitas delas ainda entubadas, que com o Plano Diretor Municipal, já temos planeado, em muitos sítios, vem à superfície e vão dar origem a parques urbanos", explicou Filipe Araújo, vereador da Inovação e Ambiente na autarquia portuense que com a empresa municipal Águas e Energia do Porto, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) delinearam toda a metodologia a seguir.

No total são 13 ribeiras e quatro rios que atravessam a cidade num total de 85 quilómetros, estando uma grande maioria desses cursos de água entubada: 82%. O grande objetivo deste Plano é "reabilitar águas e ribeiras à superfície"

"Temos de cadastrar o que existe e saber que pontos podemos usar e os tipos de técnicas, num plano que envolva a população. Já temos uma chave importante que são os nossos guarda-rios na Aguas e Energia do Porto, que percorrem todas as ribeiras e rios e vão monitorizando a qualidade da água e perceber se há alguém a prevaricar. A par disso queremos que a própria população interaja com a autarquia até porque os habitantes são os principais guardiões dos rios e ribeiras da cidade", acrescenta Filipe Araújo.

O Plano Diretor Municipal (PDM) tem, pela primeira vez, na sua base a estrutura ecológica e tem cadastradas as linhas de água. Juntamente com o Plano agora apresentado, são apontados quais os locais a intervir. Para já a autarquia vai avançar com a criação do Parque da Lapa, já apresentado e que entrará em obra no próximo ano, o Parque da Ervilha e o Parque da Alameda de Cartes, este último na zona oriental juntos aos bairros camarários do Falcão e do Cerco.

O principal objetivo é de, em contexto de crise climática, criarem-se bacias de retenção (como o realizado na Asprela), aumentar ou diminuir os níveis de impermiabilidade dos solos, reforçar as ações ambientais junto da população e "promover a mudança de paradigma para uma estratégia mais verde" e sustentável.

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"Vamos ter chuvas cada vez mais intensas no futuro e, apesar do Porto ter uma rede separativa de águas centenária, uma rede para saneamento e outra para águas pluviais, o que significa é que esses tubos nem sempre aguentam com essas forte chuvas e o que temos de fazer é acalmar essa velocidade da água através da plantação de árvores, dos telhados verdes previsto no Programa Quinto Alçado e de todos os projetos como o do Parque da Asprela onde a finalidade é inundar e criar um grande lago com 10 mil metros cúbicos dessas chuvas intensas e impedir as inundações", salienta Filipe Araújo, acrescentando que este Plano permitirá "um território muito mais bem adaptado às alterações climáticas e com custo sociais e económicos muito inferiores".

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