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Porto cria equipa de mediação para integrar minorias

Porto cria equipa de mediação para integrar minorias

Atendimento deverá começar em setembro e será feito no Gabinete do Munícipe por mediadores interculturais.

José Maria Fernandes sentiu a discriminação na pele. Tem 65 anos, é de etnia cigana e vive no Bairro do Cerco do Porto. Apesar do "sacrifício" que fez para pagar os estudos aos filhos, a etnia cortou-lhes as oportunidades e não conseguiram emprego na área de formação. O preconceito repetiu-se quando quis arrendar uma casa e o contrato teve de ficar em nome de uma pessoa não cigana. E quando quis comprar um carro recusaram vender-lho. Por isso, não tem dúvidas: "Onde houver comunidades ciganas, tem de haver mediadores".

Hassan Mohammed, um paquistanês no Porto, bateu a todas as portas em busca de ajuda para obter o cartão de residência em Portugal. Chegou, inclusive, a enviar cartas ao presidente da República e ao primeiro-ministro. Só há um ano, com o auxílio da equipa de mediação intercultural da Câmara do Porto, conseguiu resolver a situação. Foi Paula Ferreira, a mediadora para as comunidades migrantes, quem o acompanhou.

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