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Porto dá teto aos sem-abrigo do viaduto do Campo Alegre

Porto dá teto aos sem-abrigo do viaduto do Campo Alegre

Ocupantes do betão armado de um dos pontões rodoviários mais concorridos do Porto resistiram mas aceitaram a oportunidade de reintegração social. Deixaram para trás anos e anos de precariedade e miséria, de toxicodependência e de patologias mentais. Abandonaram também toneladas de lixo e prodigiosas técnicas de sobrevivência, como a das ligações avulsas à rede elétrica. Levaram com eles cães, gatos, galinhas e mais afetos para o centro de acolhimento.

Seis cidadãos caracterizados em situação de sem-abrigo foram alojados esta semana no Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano, no Porto. Seria só mais um caso de reintegração se não se tivesse também resolvido a chaga social reportada nos viadutos do Campo Alegre havia muitos anos.

Às portas da Faculdade de Arquitetura do Porto, ali naqueles vãos de betão armado, ficou o quotidiano de errância e de todas as privações. Muita miséria e tanta droga. Tudo associado a patologias de saúde mental, como as de acumulação compulsiva de lixo. Os serviços municipais de limpeza urbana recolheram mais de vinte toneladas de detritos.

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