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Porto retoma prova que em 2019 rendeu 12 milhões de euros

Porto retoma prova que em 2019 rendeu 12 milhões de euros

Corrida regressou às ruas do Porto e Gaia com 4500 atletas após um ano de interrupção devido à pandemia.

É a maior prova do género em Portugal e aquela que em 2019 trouxe para a cidade do Porto, segundo um estudo da Universidade do Algarve, ganhos superiores a 12 milhões de euros. Domingo de manhã deu-se o regresso após um ano de paragem devido à pandemia. Os atletas foram obrigados a correr os primeiros 200 metros com máscara e ao contrário do costume não se realizou a minimaratona/caminhada de seis quilómetros. Com a ausência dos atletas africanos, a Meia-maratona do Porto foi ganha por dois jovens portugueses.

"É um regresso muito esperado por parte dos atletas que assim voltam às ruas após um ano em que a maioria das provas foi feita de forma virtual ou híbrida", explica Jorge Teixeira, diretor da Runporto, que organizou esta Hyundai Meia Maratona que já vai na sua 14.a edição. No total participaram cinco mil atletas: 4500 nas ruas mais 500 que se inscreveram online e fizeram a prova virtual nos quatro cantos do Mundo, num total de 23 países.

Devido às normas de segurança impostas pela DGS, o evento foi composto apenas por 21 quilómetros e pela primeira vez o local de partida foi o mesmo da chegada, para se evitar o transporte em autocarro dos atletas que geralmente terminavam a prova junto à ponte do Freixo.

Correr com máscara

O tiro de partida foi dado pela campeã olímpica dos 10 mil metros em 1996, Fernanda Ribeiro, e os participantes saíram do Jardim do Calém, junto à Rua do Ouro, para lá voltar após percorrerem toda a marginal, atravessarem a ponte Luís I, seguirem até à Afurada, em Gaia, e regressarem no sentido inverso. Nos primeiros 200 metros, de maior concentração de atletas, todos tiveram de usar a máscara, que poderia ser retirada depois, mas guardada e usada por cada um no caso de alguma eventualidade/emergência.

Durante a pandemia, a Runporto realizou sete eventos nos quais participaram mais de 60 mil pessoas (de forma virtual), tendo angariado cerca de 40 mil euros que acabaram entregues a instituições de solidariedade. "Foi uma forma de mantermos a chama viva e fundamental para que as pessoas não quebrassem o elo que têm com as provas", salienta Jorge Teixeira.

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Neste regresso às ruas do Porto e Gaia, a Meia-maratona do Porto não foi ganha como nas 13 edições anteriores por atletas do Uganda, Etiópia e Quénia, mas por portugueses. "Optou-se por não se fazer o convite porque, caso ficassem cá infetados, teriam de fazer quarentena para regressarem aos seus países", explica o organizador.

A prova masculina foi ganha por Luís Saraiva (SC Braga) e a feminina por Solange Jesus (SD Feirense), tendo ambos batido nesta prova as suas marcas pessoais.

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