Habitação

Porto Vivo fica com casas da Câmara do Porto

Porto Vivo fica com casas da Câmara do Porto

Objetivo é requalificar imóveis que depois serão colocados no mercado com renda acessível. Medida foi aprovada esta segunda-feira na reunião de Executivo.

A Câmara do Porto realizou um levantamento do edificado habitacional, propriedade do Município, e vai transferir um total de 227 unidades patrimoniais (frações e prédios ou parte de prédios) com vertente habitacional para a Porto Vivo que depois disponibilizará fogos no mercado com renda acessível.

A proposta foi esta segunda-feira aprovada na reunião do executivo, com votos da maioria e do PSD e prevê um reforço no capital daquela Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), da qual a autarquia é acionista, em espécie de bens imóveis pertencentes à Câmara (património municipal e também da Domus Social).

O presidente da autarquia, Rui Moreira, destacou a importância da medida por constituir um "reforço no concelho do Porto de habitação a preços comportáveis para o rendimento de um agregado familiar médio no âmbito da atual condição do mercado imobiliário".

O vereador do Urbanismo, Pedro Baganha" explicou que tratam-se de imóveis que não estão a ser aproveitados e que carecem de reabilitação, mas para a qual não há financiamento, sendo esta "uma metodologia já testada pela SRU ao longo da sua história".

Os argumentos não convenceram a aposição e tanto o PS e a CDU votaram contra. O socialista Manuel Pizarro diz que a decisão "é um erro do ponto de vista metodológico" que só contribuirá para "acentuar a segregação habitacional"
Também a vereadora da CDU, embora concorde que a reabilitação do património possa ser realizada pela Porto Vivo, defende que "deve ser a Domus Social a gerir a habitação e não outra empresa que, embora municipal, não está vocacionada para resolver este tipo de carências".

Terminal Intermodal

O executivo aprovou ainda fazer um contrato para a aquisição de serviços de operação e manutenção do Terminal Intermodal de Campanhã. Modalidade que ficará em vigor durante três anos, podendo depois, como explicou Rui Moreira, vir a ser assegurada pela STCP Serviços.

No período antes da ordem do dia a comunista Ilda Figueiredo contestou a intenção de se construir um supermercado no Mercado do Bom Sucesso, tendo Rui Moreira reconhecido ter entrado na autarquia um Pedido de Informação Prévia (PIP) que está em análise. O presidente apresentou também uma recomendação, dirigida à task-force do Plano de Vacinação, solicitando a inclusão no grupo dos prioritários das pessoas com deficiência.

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