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Obras da linha Rosa

Presidente da Metro "disponível para reunir" com Rui Moreira

Presidente da Metro "disponível para reunir" com Rui Moreira

Na resposta enviada ao presidente da Câmara do Porto, que criticou os atrasos na linha Rosa, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto mostra-se "disponível para reunir pessoalmente" com o autarca. Tiago Braga anexou ao documento um relatório técnico do plano de trabalhos de construção da linha Rosa, cujo caminho é "delicado e complexo".

Na sequência da missiva enviada pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, onde o autarca levantava várias questões a propósito dos atrasos na construção da linha Rosa, entre a Casa da Música e S. Bento, o presidente do Conselho de Administração da Metro, Tiago Braga, respondeu mostrando-se disponível para uma reunião pessoal entre os dois, anexando ao documento um relatório técnico a propósito dos trabalhos da empreitada. Prevê-se que a obra esteja concluída a 31 de dezembro de 2024.

"Estou disponível para reunir pessoalmente consigo, com a periodicidade que se entenda adequada, e informar do andamento dos trabalhos, ouvir as suas preocupações e discutir as eventuais medidas que possam contribuir para continuar a melhorar a qualidade desta empreitada", escreveu Tiago Braga.

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Aliás, para o responsável, a missiva enviada pelo autarca é "uma oportunidade" para refletir "no sentido de melhorar continuamente" a atuação da Metro do Porto, "e no caso concreto, as empreitadas em curso no concelho" a que Rui Moreira preside.

No que toca às reuniões do grupo de trabalho, referidas na missiva do presidente da Câmara do Porto como tendo sido canceladas, Tiago Braga nota que o representante da Câmara foi substituído no passado dia 22 de março, mas que "desde outubro de 2021 e sem qualquer interrupção relevante, têm vindo a realizar-se reuniões quinzenais entre técnicos e administradores a Metro do Porto e técnicos da Câmara do Porto, contando por vezes com a participação de membros da vereação".

"Estas reuniões não se encontram suspensas ou canceladas, tendo a última delas tido lugar no dia 18 de novembro", nota o presidente do Conselho de Administração.

Aceleração da empreitada

O presidente do Conselho de Administração acrescenta que, "em 20 de maio último", foi formalizado com o consórcio Ferrovial/ACA um plano de trabalhos modificado para acelerar a empreitada, otimizar soluções técnicas e reforçar equipas e horários de laboração, "com vista a uma redução dos impactos nas envolventes dos estaleiros, diminuindo a dimensão das áreas mobilizadas, reduzindo os condicionamentos à circulação pedonal e rodoviária". Desta forma, prevê-se a conclusão dos trabalhos a 31 de dezembro de 2024.

Quando a obra foi consignada, a 16 de março de 2021, acrescenta o responsável da Metro, "todos pensávamos, Metro e Câmara, que seria possível avançar para o terreno quase de imediato". "Estávamos, como o consórcio Ferrovial/ACA, preparados para tal", nota Tiago Braga.

"Sucede que as alterações ao projeto, introduzidas em articulação com a Câmara, a necessidade de alargar no espaço e prolongar no tempo os trabalhos de sondagens arqueológicas, as grandes dificuldades sentidas na disponibilização e mobilização de áreas do domínio público, ou a inexatidão dos cadastros das redes subterrâneas, levando a significativos trabalhos complementares de desvios de serviços afetados, conduziram a que o ritmo e a intensidade da obra nos seus primeiros seis meses, estivesse muito longe do planeado e do que todos, Metro e Câmara, desejávamos", realça.

A estas dificuldades, salienta, somam-se "as que decorrem dos efeitos disruptivos da situação de pandemia, em termos de mercado de trabalho e de fornecimento de equipamentos, ou da escassez de materiais nas cadeias de distribuição internacionais e da subida de preços de muitas matérias-primas, bem como, já este ano, as nefastas consequências logístico-económicas originadas pela guerra na Ucrânia".

Resíduos urbanos no Jardim de Sophia

Entre os imprevistos encontrados no decorrer da obra, - sendo que é na estação da Liberdade/S. Bento onde "os condicionamentos da envolvente mais limitam o normal desenvolvimento dos trabalhos" -, o relatório técnico revela que, no Jardim de Sophia, a propósito da construção da estação da Galiza, surgiu "uma elevada quantidade de resíduos urbanos que foram utilizados (pensa-se que ilegalmente) no aterro do anterior espaço industrial que existia neste local antes da construção do Jardim de Sophia".

"Apareceram muitos resíduos, desde detritos urbanos a poços com nafta, que obrigaram a uma escavação mais cuidada para os transportes a uma unidade de tratamento de resíduos e, naturalmente, ao pagamento da Metro do Porto, de uma verba na ordem dos 1,8 milhões de euros, relativa ao tratamento de cerca de 20 mil toneladas de resíduos e de sete mil metros cúbicos de nafta", pode ler-se no relatório.

Reforço de meios e horários de trabalho

Perante todos os imprevistos, e "com vista a melhorar rendimentos globais e encurtar os prazos de execução das diversas unidades de obra, tem vindo a ser implementado um reforço dos horários de trabalho, tanto pela via do aumento do número de turnos, como pela via do incremento da respetiva duração", acrescenta o documento.

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