Porto

Presidente da Socialis admite ter usado dinheiro da Segurança Social para despesas correntes

Presidente da Socialis admite ter usado dinheiro da Segurança Social para despesas correntes

A presidente da Socialis, que quinta-feira iniciou uma greve de fome, no Porto, assumiu, esta sexta-feira, ter usado verbas da Segurança Social destinadas ao alojamento de utentes em despesas correntes da instituição.

A direção da Socialis esclarece, em comunicado, que "a verba recebida em maior por parte da Segurança Social foi aplicada na manutenção dos encargos mensais com a Casa de Acolhimento do Centro de Apoio à Vida (CAV)".

A Socialis esclarece que o dinheiro foi canalizado para "o pagamento dos salários das funcionárias e técnicas, em obras de beneficiação e manutenção da Casa de Acolhimento e no pagamento mensal de eletricidade, água, gás, telefone e combustível nas visitas domiciliárias", entre outras despesas.

A presidente da Socialis, Luísa Costa, iniciou quinta-feira uma greve de fome frente à Segurança Social do Porto para exigir o aumento da comparticipação ao seu Centro de Apoio à Vida, uma estrutura que "pode fechar" por falta de sustentabilidade financeira.

"A verba atribuída para cada utente é manifestamente insuficiente para suportar os custos daquela resposta social", referiu à Lusa a presidente instituição.

O diretor do Instituto de Segurança Social do Porto, Sampaio Pimentel, acusou quinta-feira a Socialis de má gestão financeira e de ter recebido verbas para um serviço de alojamento que desde abril não tem utentes.

"Parte do valor que esta instituição recebe seria para a resposta social em alojamento. O que nós sabemos é que a última utente entrou em janeiro e que neste momento não existem utentes alojadas", declarou aos jornalistas Sampaio Pimentel.

A Socialis é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) da Maia que disponibiliza um Centro de Apoio à Vida, com casa de acolhimento para jovens grávidas, mães adolescentes e seus bebés.

O acordo que existe entre a Segurança Social e a Socialis estipula que aquela IPSS tem a atribuição de uma verba global para alojamento de 10 utentes e para o atendimento de acolhimento a 75 para utentes.

O diretor do Instituto de Segurança Social do Porto acusou ainda a Socialis de não ter os seus corpos gerentes em exercício legal de mandato.

"Os últimos dados entregues foram para o exercício de mandato do triénio de 2008-2010", assegurou.

Sampaio Pimentel levantou ainda a questão de saber se a presidente da Socialis recebeu, ou não recebeu por parte da instituição, alguma remuneração nos anos 2010, 2011, e 2012.

Em relação a esta questão, a direção da Socialis esclarece no comunicado hoje emitido que "Luísa Costa recebeu como prestadora de serviços, pelas funções de coordenadora do ATL".

"Já não exerce este cargo, pelo que, atualmente, não aufere qualquer rendimento na Socialis", acrescenta.

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