Socialis

Presidente da Socialis termina greve de fome

Presidente da Socialis termina greve de fome

A presidente da Socialis terminou, esta sexta-feira, uma greve de fome de dois dias e garantiu que deixará o cargo assim que a Segurança Social renegociar as condições de apoio àquela instituição de solidariedade.

"Não estou agarrada ao poder [mas] a uma missão", disse à Lusa a presidente da Socialis, Luísa Costa, que iniciou na quinta-feira uma greve de fome frente à Segurança Social do Porto para exigir o aumento da comparticipação ao seu Centro de Apoio à Vida, uma estrutura que "pode fechar" por falta de sustentabilidade financeira.

A presidente defende uma "renegociação do Acordo de Cooperação para a valência CAV - Centro de Apoio à Vida, mais concretamente para a Casa de Acolhimento para grávidas, mães adolescentes e seus bebés, dos atuais 230 euros por utente por mês para valor superior".

Esta sexta-feira, e perante a ausência de resposta dos dirigentes do Centro Distrital da Segurança Social do Porto, a responsável informou em comunicado que "deixará a presidência da Socialis, no minuto imediato à concretização da matéria tangível, que levou ao seu protesto".

"A cidadã Maria Luísa Costa deixa de ser o 'entrave' à negociação e à revitalização das dinâmicas laborais e institucionais da Socialis", acrescenta o documento. Assinala ainda que existe uma "manifesta intolerância pessoal quanto à cidadã Maria Luísa Costa, no cargo de presidente de direção da Socialis".

O diretor do Instituto de Segurança Social do Porto, Sampaio Pimentel, acusou quinta-feira a Socialis de má gestão financeira e de ter recebido verbas para um serviço de alojamento que desde abril não tem utentes.

"Parte do valor que esta instituição recebe seria para a resposta social em alojamento. O que nós sabemos é que a última utente entrou em janeiro e que neste momento não existem utentes alojadas", declarou aos jornalistas Sampaio Pimentel.

A presidente da Socialis assumiu ter usado verbas da Segurança Social destinadas ao alojamento de utentes em despesas correntes da instituição.

A Socialis é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) da Maia que disponibiliza um Centro de Apoio à Vida, com casa de acolhimento para jovens grávidas, mães adolescentes e seus bebés.

O acordo que existe entre a Segurança Social e a Socialis estipula que aquela IPSS tem a atribuição de uma verba global para alojamento de 10 utentes e para o atendimento de acolhimento a 75 para utentes.

O diretor do Instituto de Segurança Social do Porto acusou ainda a Socialis de não ter os seus corpos gerentes em exercício legal de mandato.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG