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Projeto de hotel no "Bom Sucesso" vai ser analisado pela Câmara do Porto

Projeto de hotel no "Bom Sucesso" vai ser analisado pela Câmara do Porto

A Câmara do Porto analisa, na terça-feira, a cedência de parte do "Bom Sucesso" à empresa "Hoti", para exploração do hotel previsto no projeto de requalificação daquele antigo mercado municipal.

A proposta, a que a Lusa teve acesso esta quinta-feira, vai ser feita pelo presidente Rui Rio na reunião do executivo, na sequência de um pedido da empresa Mercado Urbano, a quem a autarquia entregou o direito de superfície do espaço.

A recuperação do edifício classificado como Monumento de Interesse Público sempre teve em mente a instalação de um hotel com 83 quartos na fração A, que agora deverá ficar a cargo da "Hoti -- Bom Sucesso Hotéis, SA".

A Mercado Urbano, Gestão Imobiliária SA venceu o concurso público para recuperar o "Bom Sucesso" e depois de ter assinado o contrato com a autarquia passou a ser detida em 75% pela construtora Mota-Engil.

Agora, a empresa quer "autorização prévia do município" para ceder parcialmente o direito de superfície do "Bom Sucesso" à "Hoti", para "contratar a exploração da unidade hoteleira a instalar no mercado", refere a proposta a que a Lusa teve acesso.

A "cedência parcial" tem por objeto a fração A, "destinada a hotel e atividades conexas", com uma "área total de 4293,40 metros quadrados" distribuídos por quatro pisos do edifício.

Nos documentos anexos à proposta, a Hoti -- Bom Sucesso Hotéis, SA aparece tendo como sede o "Hotel Tryp Porto Expo", na rotunda da Exponor, em Leça da Palmeira, surgindo também identificada como Hoti Rocha Hotelaria e Turismo, Lda.

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Um hotel com 83 quartos, comércio e serviços com 16 lojas exteriores e 23 interiores, um mercado tradicional modernizado com 44 bancas e dois parques de estacionamento foram as valências anunciadas para o novo "Bom Sucesso".

Com a entrada da Mota-Engil no capital da Mercado Urbana, decidiu-se que "mais de 50%" da área destinada a escritórios seria ocupada pela Fundação Manuel António da Mota.

A obra, orçada em 10 milhões de euros, começou em agosto altura e tem conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2013.

Na proposta apresentada pelo presidente da Câmara, Rui Rio, refere-se que o direito de superfície cedido à Mercado Urbano a 25 de janeiro de 2011 "abrangeu o direito exclusivo de exploração do Mercado, incluindo a conceção do modelo de exploração e a manutenção do espaço".

Inclui ainda, de acordo com o documento, "a faculdade exclusiva de projetar e executar obras de remodelação e reabilitação, incluindo o direito de projetar, executar a construção e explorar uma galeria comercial, um edifício de escritórios e um hotel".

O direito de superfície foi cedido por 50 anos, podendo ser prorrogado por mais 20.

O contrato entre a Câmara e a Mercado Urbano foi assinado em janeiro de 2011, altura em que o edifício foi classificado como Monumento de Interesse Público.

Em maio, o projeto de arquitetura tenha recebido parecer favorável da Direção Regional de Cultura do Norte (DRC-N).

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