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O drama dos sem-abrigo nas ruas do Porto está a chocar os turistas

O drama dos sem-abrigo nas ruas do Porto está a chocar os turistas

Câmara diz que número de pessoas que vivem na rua não aumentou, mas a presença é bastante visível e impactante um pouco por toda a Baixa da cidade.

A pandemia agravou a situação de carência económica de muita gente e basta circular pela cidade do Porto para se perceber que locais que até 2020 estavam desocupados de pessoas em situação de sem-abrigo integram agora um bilhete-postal cada vez mais caracterizado por cobertores, travesseiros, roupa e lixo. De acordo com o último inquérito oficial realizado sobre o fenómeno, em finais desse ano, no Porto existiam 590 pessoas em situação de sem-abrigo, das quais 398 na condição de sem casa e 192 na condição de sem teto.

Logo pela manhã os serviços de limpeza da Câmara do Porto não têm mãos a medir na higiene do espaço público ocupado pelos sem-abrigo. O cheiro a urina denuncia a falta de asseio, assim como os restos de comida e os pacotes de vinho vazios. "São drogados e por esse motivo não querem ir para uma instituição e preferem dormir na rua. É aqui, é na Batalha, é na Sé. Têm apoio alimentar, mas não querem seguir regras porque nas instituições têm de entrar e sair a horas", diz Anabela da Costa, residente no Centro Histórico.

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