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Proprietário dá oito dias para lojistas saírem do Lumière

Proprietário dá oito dias para lojistas saírem do Lumière

Livraria Poetria e "Out to Lunch" vão contestar carta para desocuparem conhecidas galerias, no Porto. Donos do imóvel têm projeto para hotel, mas comerciantes querem ficar.

Pelas contas de Francisco Reis, da livraria Poetria, os lojistas nas Galerias Lumière, no Porto, já terão sido cerca de "duas dezenas". Hoje são apenas três. Tanto a livraria, como a vizinha "Out to Lunch", um estabelecimento que vende roupa e artesanato, receberam cartas para deixarem os espaços do prazo de oito dias. Francisco Reis e o japonês Yoske, representantes das lojas, vão contestar, através dos advogados. Estão inconformados e querem permanecer no local, até porque não vislumbram alternativas. "Ao contrário do que se pode imaginar, a pandemia não baixou os preços no arrendamento dos espaços comerciais", afirmam, indignados com a incómoda situação a enfrentar.

O edifício, com uma das entradas pela Rua de José Falcão, pertence à empresa IMOCPCIS - Empreendimentos Imobiliários, do Grupo IDS, que deu entrada de um Pedido de Informação Prévia, na Câmara do Porto, para converter o imóvel num hotel. O JN contactou, ontem, o escritório de advogados que enviou a carta, mas não obteve resposta. No caso da Poetria, o prazo dado para deixar as galerias termina amanhã. Quanto à outra loja resistente, a "Tâmaras", de doçaria, Mariana, a arrendatária, fala na "existência de um contrato" e diz não ter recebido qualquer carta para sair.

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