Bairro Aleixo

PS/Porto denuncia incumprimento no negócio do Aleixo

PS/Porto denuncia incumprimento no negócio do Aleixo

O Fundo Imobiliário que vai ficar com os terrenos do Aleixo, no Porto, deveria ter recuperado e construído, pelo menos até Outubro passado, 2690 metros quadrados de habitação para realojar os moradores que saíram do bairro, mas até agora nada foi feito. O PS/Porto denunciou este domingo o incumprimento.

Exigindo "transparência no negócio imobiliário do Bairro do Aleixo", Manuel Pizarro, líder da concelhia socialista do Porto, anunciou que os vereadores do PS vão pedir, na reunião de Câmara da próxima terça-feira, que lhes seja facultado o contrato assinado com o fundo imobiliário e que a Autarquia faça um ponto de situação do processo.

De acordo com a minuta do contrato, o fundo imobiliário estaria obrigado a entregar à Câmara, no prazo de três anos, um total de 300 fogos reabilitados ou construídos (22390 metros quadrados).

"Na verdade, de acordo com avaliação realizada pelos vereadores do PS, apesar da falta de informação prestada pela Câmara do Porto, não está em curso uma única obra de recuperação ou construção, conforme ao Caderno de Encargos do concurso. Parece assim impossível que tudo seja entregue até ao final do terceiro ano, como estipula o contrato original", argumentam os socialistas.

O fundo imobiliário que vai ficar com os terrenos do Aleixo, para onde estão previstas 120 habitações de luxo (cinco edifícios com oito pisos), é detido em 57% pela Espart (do grupo Espírito Santo), em 19,3% pela Câmara do Porto e em 23% por Vítor Raposo, parceiro de negócios de Duarte Lima e do filho, Pedro Lima, e suspeito de burla e branqueamento de capitais, no âmbito de uma investigação do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal).

A demolição da torre 5 do bairro do Aleixo está agendada para a próxima sexta-feira de manhã. As torres 3 e 4 serão evacuadas e será criado um perímetro de segurança.

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