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"Quando vi o apelo senti o desejo e dever de contribuir"

"Quando vi o apelo senti o desejo e dever de contribuir"

Quase oito mil voluntários em todo o país ajudam as Forças Armadas na luta contra a pandemia. Espírito de missão no Hospital Militar do Porto.

Anabela, João e Juliana são rostos por detrás de máscaras nestes dias de vidas suspensas por uma pandemia: só lhes imaginamos os sorrisos, mas eles sorriem sempre, mesmo na dureza dos dias passados na linha da frente do combate à Covid-19. Fazem-no com o olhar, o mesmo em que a ternura se alia à firmeza de quem é voluntário por convicção. E a sério, ou não se tivessem oferecido para trabalhar com a instituição militar, passando por um crivo exigente que inclui testes médicos, experiência e frequência de uma formação na respetiva área de voluntariado.

Desempregados, os três poderiam ter optado por ficar em casa, mas nenhum deles pensou duas vezes para dar um passo em frente quando, em março, as Forças Armadas desafiaram a "família militar" - ex-militares, militares na reforma ou na reserva e familiares - a juntar-se aos que lutam contra o novo coronavírus. Agora, estão entre os quase oito mil que por todo o país disseram "presente" à iniciativa do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), e ofereceram-se para se entregarem de corpo e alma à missão de ajudar "em tudo o que for preciso" no polo do Porto do Hospital das Forças Armadas.

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