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Quatro horas de reunião em vão. Futuro da Cervejaria Galiza sem acordo

Quatro horas de reunião em vão. Futuro da Cervejaria Galiza sem acordo

Quatro horas de reunião hoje na Direção-geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), no Porto, não permitiram chegar a acordo para viabilizar o futuro da Cervejaria Galiza, disse à Lusa fonte do sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, comissão de trabalhadores, advogados da empresa, Instituto da Segurança Social e o IAPMEI reuniram-se hoje no Porto para tentar encontrar um rumo para a situação que se vive na cervejaria, desde 11 de novembro gerida pelos funcionários.

Segundo a fonte, saiu-se da reunião "sem decisões", mantendo a empresa a informação de que "continua à procura de um investidor" para conseguir viabilizar o projeto.

Em face do impasse, acrescentou a fonte, a "gestão vai continuar como está, a ser feita pelos trabalhadores" e foi agendada uma reunião para a próxima quarta-feira, agora com as advogadas da empresa detentora da cervejaria "para debater aspetos da gestão e da faturação, de quem vai pagar as futuras contas da luz, água e gás".

"O local ainda está por combinar", acrescentou a fonte.

A Cervejaria Galiza está, desde há quatro anos, em dificuldades, com dívidas aos funcionários, ao fisco e à Segurança Social que ascendem aos dois milhões de euros.

A tentativa de resolver o problema passou pelo recurso a um Processo Especial de Revitalização (PER), aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor.

Os 31 trabalhadores mantêm-se, desde o dia 11 de novembro, de dia e de noite de forma alternada nas instalações, depois de se terem apercebido, nesse dia, da tentativa da retirada do equipamento pela proprietária da cervejaria.

Fundada a 29 de julho de 1972, a cervejaria detida pela empresa Atividades Hoteleiras da Galiza Portuense é uma das referências do Porto no setor da restauração.

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