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Quatro propostas para voltar a mudar avenidas do Brasil e de Montevideu

Quatro propostas para voltar a mudar avenidas do Brasil e de Montevideu

Há quatro propostas para reconfigurar as avenidas do Brasil e de Montevideu, junto ao mar, no Porto. A Câmara apresentou-as esta quinta-feira, numa sessão pública. Até ao próximo dia 31 decorre o período de auscultação pública, devendo os interessados participar através da plataforma online avenidasatlanticas@cm-porto.pt.

As quatro propostas para as duas avenidas atlânticas da cidade são similares. A primeira - proposta A - implica a manutenção de quatro vias para os carros, estacionamento longitudinal e ciclovia, aumentando a largura da faixa de rodagem automóvel (para 3,05 metros) e ciclável (para 2,5 metros), sendo a separação feita por uma floreira com 50 centímetros. Em ambas as avenidas o passeio marítimo ficará mais estreito e será preciso deslocar iluminação, paragens de autocarros e mupis, entre outras estruturas existentes.

A proposta B prevê a manutenção da largura do canal viário, com quatro vias. A ciclovia passa para o passeio marítimo, separada da zona pedonal por bancos e floreiras. Neste caso, não é preciso mudar as infraestruturas, mas o passeio também fica mais estreito.

A proposta C implica a manutenção da largura do canal viário, mas com três vias de circulação automóvel - uma no sentido Sul/Norte, e duas no sentido Norte/Sul - e uma ciclovia. É introduzida uma floreira de 50 centímetros a separar carros e bicicletas. O passeio marítimo fica com a largura atual.

A quarta proposta (C1) é uma variação desta última solução. Face à proposta C, assume-se uma via de circulação automóvel para cada sentido, reservando-se a faixa central apenas para viragens a nascente. Como esta necessidade de viragem é pontual, há oportunidade para qualificar o ambiente urbano das avenidas (visual, acústico, térmico), colocando floreiras com arborização e pintando o pavimento.

Agora, é hora de recolher contributos, para depois ser tomada uma decisão e avançar com as obras, cujo investimento e prazo de execução dependerão da solução escolhida. Nos casos que implicam mais transformações a fatura poderá chegar a um milhão de euros e um prazo de um ano e meio.

As obras nas avenidas atlânticas do Porto custaram cerca de 400 mil euros, em 2019, mas nunca se livraram da polémica. A colocação da ciclovia ao nível da faixa de rodagem e os separadores pouco visíveis que causaram danos em diversos automóveis deixaram quem lá passava com os nervos em franja.

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Sem nunca esmorecer, a polémica foi tema da campanha eleitoral para as autárquicas e, após o sufrágio, tornou-se trunfo do PSD para apresentar como contrapartida pela sua garantia de estabilidade para o então Executivo minoritário de Rui Moreira. No acordo entre o movimento independente e os sociais-democratas ficou definido que a intervenção naquelas avenidas era mesmo para reverter. E o processo avança agora, mesmo que Rui Moreira já tenha conseguido, através do xadrez político, garantir maioria absoluta: Catarina Santos Cunha, eleita pelo PS, passou a ser vereadora independente.

RESUMO DAS PROPOSTAS

Avenida do Brasil

Proposta A

Manutenção de quatro vias para os carros, estacionamento longitudinal e ciclovia, aumentando a largura da faixa de rodagem automóvel (para 3,05 metros) e ciclável (para 2,5 metros). Colocada floreira com 50 centímetros para separar. O passeio marítimo perde 2,50 metros, ficando com 7,70 metros de largura (seis dos quais sem obstáculos) em vez dos atuais 10,20 metros (8,50 sem obstáculos). Será preciso deslocar iluminação, paragens de autocarros, mupis, entre outras estruturas.

Proposta B

Manutenção da largura do canal viário existente, com quatro vias. Ciclovia passa para o passeio marítimo, sendo separada da zona pedonal por bancos e floreiras. Não é preciso mudar as infraestruturas existentes. O passeio marítimo passa a ter 5,50 metros de largura (3,80 metros sem obstáculos).

Proposta C

Manutenção da largura do canal viário, com três vias de circulação automóvel, uma no sentido Sul-Norte, duas no sentido Norte-Sul, e uma ciclovia. É introduzida uma floreira com 50 centímetros a separar carros de bicicletas. O passeio marítimo mantém a largura actual.

Proposta C1

É uma variante da solução C. Face àquela proposta, assume-se uma via de circulação automóvel para cada sentido e a faixa central apenas para viragens a nascente. Como esta necessidade de viragem é pontual, há oportunidade para qualificar o ambiente urbano das avenidas (visual, acústico, térmico), colocando floreiras com arborização e pintando o pavimento.

Avenida de Montevideu

Proposta A

Manutenção de quatro vias para os carros, estacionamento longitudinal e ciclovia, aumentando a largura da faixa de rodagem automóvel (para 3,05 metros) e ciclável (para 2,5 metros). Colocada floreira com 50 centímetros para separar. Redução do passeio marítimo que fica com 7 metros de largura em vez dos atuais 9,50 e deslocação das infraestruturas como iluminação, paragens de autocarros e mupis, entre outras.

Proposta B

Manutenção da largura do canal viário existente, com quatro vias. Ciclovia passa para o passeio marítimo, sendo separada da zona pedonal por bancos e floreiras. Não é preciso mudar as infraestruturas existentes. O passeio marítimo passa a ter 4,30 metros em vez dos atuais 9,50.

Proposta C

Manutenção da largura do canal viário, com três vias de circulação automóvel, uma no sentido Sul-Norte, duas no sentido Norte-Sul, e uma ciclovia. É introduzida uma floreira com 50 centímetros a separar carros e bicicletas. O passeio marítimo mantém a largura actual.

Proposta C1

É uma variante da solução C. Face àquela proposta, assume-se uma via de circulação automóvel para cada sentido e a faixa central apenas para viragens a nascente. Como esta necessidade de viragem é pontual, há oportunidade para qualificar o ambiente urbano das avenidas (visual, acústico, térmico), colocando floreiras com arborização e pintando o pavimento.

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