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Quebra de receitas obriga a lay-off na diocese do Porto

Quebra de receitas obriga a lay-off na diocese do Porto

"Totalmente privada das suas receitas", a diocese da Porto recorreu ao regime de lay-off de forma a garantir o pagamento dos salários dos seus colaboradores, incluindo padres.

A decisão foi tomada anteontem e cabe agora a cada uma das suas 477 paróquias, que têm "autonomia jurídica", decidir se aderem ao lay-off e quantos funcionários serão afetados.

A situação deverá ser avaliada mensalmente, conforme a evolução do levantamento das medidas de restrição.

O padre Samuel Guedes, ecónomo da diocese do Porto, explicou ao JN que a deliberação "depende muito da situação em que cada instituição se encontra". Até porque, sustenta, "há igrejas que estão totalmente fechadas neste momento".

"Diversas paróquias e outras instituições ficaram totalmente privadas das suas receitas, uma vez que as mesmas provêm das ofertas às igrejas, decorrentes das celebrações e atividades ligadas ao culto", pode ler-se num comunicado emitido pelo economato da diocese do Porto.

Atualmente, os serviços resumem-se à realização de funerais e à transmissão de missas em direto através das redes sociais em algumas igrejas ou capelas. Outras, com "um ou dois funcionários", não conseguem garantir esses serviços. Por isso, acrescenta o ecónomo Samuel Guedes, a diocese do Porto "não sabe quantas pessoas entraram nesse regime".

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Sem privilégios

"Cada instituição tem um número de contribuinte autónomo e um gestor. Portanto, cabe a cada um decidir", justifica, explicando que dentro dos colaboradores que poderão ser afetados "também estão os membros do Clero, como os sacerdotes, que recebem os seus salários e fazem os seus descontos".O ecónomo quis relembrar que esta situação não traz "privilégios para ninguém". Até porque, "todos fazem os seus descontos, como toda a gente".

Posteriormente, e de acordo com os recursos de cada uma das paróquias, a situação será avaliada todos os meses de forma a decidir se o lay-off se mantém ou não.

Desejo de normalidade

Tal como "qualquer outra entidade que tem como missão o serviço à comunidade", acrescenta o padre Samuel Guedes, "o ensejo da diocese do Porto é que rapidamente se vejam reunidas as condições para que a vida dos cidadãos retome a sua normalidade".

A diocese acrescenta que a adesão ao regime de lay-off tem como objetivo "poder continuar a garantir aos seus colaboradores as habituais condições de estabilidade e segurança".

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