Porto

Referendo para fazer a maior cidade do país

Referendo para fazer a maior cidade do país

No dia em que cumpriu 15 anos à frente de Gaia, Luís Filipe Menezes apresentou a candidatura. Quer um "Porto Forte", farol para um Norte forte. Aumentá-la juntando-a a Gaia não saiu da agenda.

"Portuense incontornável", o candidato do PSD à autarquia portuense, Luís Filipe Menezes, anunciou-se perante um milhar de pessoas como o futuro presidente da Câmara do Porto, cidade onde aprendeu "a ser homem". Sem programa, mas com um "compromisso-manifesto", apresentou os mandatários com que quer ganhar a carta branca para fazer do Porto a "grande locomotiva" e o "farol incontornável do Noroeste peninsular".

No final do discurso numa sala da Alfândega pintada de luz azul, interrompido para aplausos nas invetivas contra "a unipolaridade macrocéfala do centralismo nacional" que travam o desenvolvimento nacional "há quatro décadas", Menezes subiu a parada: em 2025, o Porto será o farol do Sudoeste europeu.

"Um Portugal com um de-senvolvimento bipolar na frente atlântica é um projeto patriótico que aumentará a nossa competitividade na Península e que fará a oeste o que a Catalunha e Valência fizeram no Mediterrâneo enquanto resistentes à pressão da centralidade de Madrid". O Porto, acredita, tem tudo para estar na linha da frente.

Não, Menezes não se preocupa com a entrega da gestão do aeroporto do Porto a quem quer que seja, desde que faça parte da "rede de aerogares internacionais com massa crítica para poder ter força a nível global". Porque as metrópoles de hoje crescem em volta de "um aeroporto competitivo", são "aerotrópoles".

Para o Porto ser uma, tem de alargar a área de influência do aeroporto. E precisa de ser forte, de estar a 75% do nível médio de desenvolvimento da UE (em vez dos atuais 62%). E de ser grande. Diz Menezes que "dificilmente" muda de opinião, pelo que o sonho de juntar as duas margens do Douro voltou à baila. Promete propor ao próximo autarca de Gaia a fusão de "serviços e empresas" e o trabalho conjunto "em projetos estratégicos", para, "em quatro anos após referendo à população, construir a maior cidade de Portugal". Uma cidade para a qual conta recuperar 50 mil habitantes com a cenoura dos benefícios fiscais, e para a qual quer uma nova sociedade de reabilitação urbana que faça melhor serviço do que a "paquidérmica" Porto Vivo.

Candidato suprapartidário

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Por um "Porto Forte", montou uma candidatura "suprapartidária". "Não sou prisioneiro da partidocracia" e, localmente, vota-se em projetos. Apresentou-se sem pedir licença a ninguém. Ao único adversário anunciado, Manuel Pizarro, do PS, promete estima, respeito e um lugar na cidade. "Aos outros", pede a coragem de se assumirem sem esperar por "vagas de fundo".

A ouvi-lo estavam personalidades como Alcino Soutinho, António Mota, António Oliveira, Paulo Mendo. Jorge Costa, Jorge Neto, Faria de Almeida e Fernando Lima. Faltou Marco António, ex-vice de Gaia, a participar num encontro nacional de IPSS, que mandou mensagem de apoio.

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