Porto

Requalificação dos Clérigos pronta no fim do ano que vem

Requalificação dos Clérigos pronta no fim do ano que vem

Em dezembro de 2014, dois anos depois de anunciada como intenção, a requalificação da torre e igreja dos Clérigos, no Porto, deverá estar concluída. Lançamos aqui um primeiro olhar sobre o projeto.

Data de sagração da igreja, em 1779, o dia 12 de dezembro de 2014 é apontado pelo padre Américo Aguiar, juiz da Irmandade dos Clérigos, como corolário da maior obra de recuperação patrimonial em curso na cidade do Porto. Exatamente dois anos após o início das comemorações dos 250 anos da Torre dos Clérigos.

Ainda este mês, assegura a diretora regional de cultura do Norte, Paula Silva, será lançado o concurso público para a primeira e maior fase da grande obra de restauro e recuperação do complexo dos Clérigos, que corresponde a um investimento de 1,4 milhões de euros. O restante (lembre-se que o financiamento de 1,8 milhões foi anunciado no mês passado, ascendendo o custo total da obra a 2,6 milhões) será aplicado faseadamente.

"É um pouco fazer o exercício quase ao contrário", diz o arquiteto João Carlos Santos, da Direção Regional de Cultura do Norte, responsável pelo projeto, que assenta num "respeito muito grande pelo edifício". Ou seja, não há invenções além da melhoria de acessos ou de estruturas de apoio essenciais, como um elevador ou instalações sanitárias.

"Restaurar tudo o que possa ser restaurado é palavra de ordem", tanto no que ao edifício "muito bem construído" (foi feito um levantamento e um "diagnóstico integral do edifício", que não existia), no qual apenas foram detetadas "algumas patologias" cuja resolução será simples.

Américo Aguiar destaca uma ideia subjacente ao projeto, a de "prolongar a permanência dos turistas no edifício", no que é um contributo para aumentar a permanência dos mesmos na cidade ("chegam ao fim da estadia, gostam e até ficaram com coisas por ver"). Tal será conseguido através de vários focos de interesse/percursos na visita aos Clérigos (hoje restringida à torre, à igreja e à capela da Senhora da Lapa, o primeiro elemento restaurado). Da nova loja, que terá entrada pela Rua da Assunção, acede-se a todo o edifício por um elevador. Num piso, o salão nobre, o cartório outras salas e as galerias (de inspiração toscana) em redor do templo formarão um trajeto pelo qual se espalha o acervo da irmandade (bem como, abaixo, na sacristia), contando a história desta. Um piso acima, onde funcionou originalmente a enfermaria, poderá ficar o museu do Cristo (acolhendo uma riquíssima coleção particular), mas os espaços poderão ter outras funcionalidades (exposições temporárias, conferências...). Acima ainda, serviços administrativos e zonas técnicas.

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