O Jogo ao Vivo

Desconfinamento

Restaurante Antunes reabre após pequenas obras

Restaurante Antunes reabre após pequenas obras

Maria Luísa, irmã do falecido Reinaldo Teles, espera com ansiedade por esta segunda-feira. Os clientes dizem: "lá estaremos". Restaurante funciona desde 1965.

Umas "pequenas obras para refrescar o espaço e dar outro ânimo à casa". Maria Luísa Teles Pinheiro, de 78 anos, acompanha os preparativos para a reabertura, esta segunda-feira, do emblemático restaurante Antunes, na Rua do Bonjardim, no Porto. Confessa ter passado por maus momentos durante o período em que estiveram fechados. Passa "tudo a pente fino, assegura-se que as normas de higiene e segurança" são cumpridas e dá orientações aos funcionários enquanto sai para ir comprar flores novas.

"Eu já estava a ficar doente da minha cabeça! Não estava a ficar bem, sempre em casa fechada", explica Maria Luísa. A morte do irmão, Reinaldo Teles, histórico dirigente do F. C. Porto, agravou ainda mais o estado de ansiedade da empresária. "Não dormia e mal comia. Até enjoei a sopa! O que vale é que sou uma pessoa católica e vou à religião buscar forças para aguentar e me erguer de novo", acrescenta.

O restaurante está aberto desde 1965. Maria Luísa, natural de Paços de Ferreira, chegou ao Porto com os pais ainda criança. Aos 21 anos, abriu o restaurante com o marido, António Antunes Fernandes, falecido há 22 anos. Foi ele quem trouxe a receita das rabanadas que aprendeu no restaurante Leonardo quando esteve na Póvoa de Varzim a cumprir o serviço militar. Primeiro foram as rabanadas que deram fama à casa e depois, de há 36 anos para cá, o pernil assado no forno.

No restaurante pintam-se paredes e restauram-se alguns elementos decorativos danificados. Desinfeta-se toda a área. "Foram três meses que estivemos encerrados e tudo tem de ser limpo. Queremos que o cliente continue a ter confiança no restaurante", salienta Maria Luísa, explicando que reabrirá "com tudo de acordo com o que a lei exige".

Nas casas de banho até os sifões foram limpos. As paredes ficaram despidas de adornos. Limpou-se o pó aos quadros e lavaram-se os coloridos pratos de faiança. As garrafas de bebidas saíram das garrafeiras e expositores e foram inspecionadas uma a uma. "Mas as principais obras ficam para o verão, como acontece todos os anos, explica a gerente. É também nessa altura que o quase centenário forno a lenha é restaurado. Quando Maria Luísa e o marido abriram o restaurante no local onde funcionava uma antiga taberna ficaram com esta peça industrial de impressionante dimensão.

Maria Luísa despede-se e sai para comprar flores. Na rua são muitos os que lhe acenam e dizem: "Dia 19 lá estaremos!"

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG