Suborçamentação do passe único

Rui Moreira admite sair de programa apoio à redução tarifária nos transportes

Rui Moreira admite sair de programa apoio à redução tarifária nos transportes

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, admite a possibilidade de deixar de fazer parte do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART), levado a cabo pela Área Metropolitana do Porto (AMP).

De acordo com o autarca, em causa está a suborçamentação do passe único, tendo inclusive chamado a atenção para o problema, uma vez que a AMP usou um estudo com valores de referência de 2017.

"A responsabilidade é da AMP. Quero fazer justiça ao Governo. No início, as áreas Metropolitanas foram covidadas a fazer o seu estudo. A Área Metropolitana de Lisboa fê-la bem feita e a AMP fê-la mal feita", disse Rui Moreira, em resposta a Álvaro Almeida, vereador do PSD, que acusou o Governo de "iludir" os portugueses, considerando que o Porto está a pagar "demasiado" por uma medida que foi apresentada pelo Governo.

Isto porque foi aprovada esta segunda-feira, por unanimidade do Executivo, a comparticipação do Conselho Metropolitano relativa ao défice tarifário do PART 2020, em que o valor a pagar pelo Porto será de cerca de 245 mil euros.

Segundo Rui Moreira, "tem sido uma luta muito difícil e a maior divergência dentro da AMP" o modelo de comparticipação que cada Município tem de assumir, salientando que no caso do Porto está "a pagar duas vezes", uma vez que cabe também à Autarquia pagar parte dos custos de operação da STCP, da qual detém 54%.

Daí que Rui Moreira tenha sublinhado: "Não há nada que obrigue a fazer parte do PART. Podemos, em determinada altura, dizer que preferimos sair e pagar aos nossos munícipes que vão para fora a respetiva fatura".

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Receitas distribuídas

Antes da ordem do dia daquela que foi a última reunião do Executivo antes das eleições autárquicas, Rui Moreira viu aprovada, com a abstensão da CDU, uma moção em que defende a alteração do modelo de distribuição das receitas dos jogos sociais, garantido a repartição equitativa pelos municípios, em vez da concentração de verbas em Lisboa.

Também ontem foi aprovada, com a abstensão da CDU, a proposta em que o Executivo vai apoiar os bares e discotecas da cidade

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