Transportes

Rui Moreira critica proposta do ministro do Ambiente

Rui Moreira critica proposta do ministro do Ambiente

Em Assembleia Municipal, na qual a mobilidade na cidade do Porto foi o tema central, o presidente da Câmara, Rui Moreira, criticou o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, sobre a proposta que fez aos 17 municípios da Área Metropolitana: há 800 milhões de euros para transporte público e são as Câmaras a decidir quais os projetos a considerar.

Numa sessão extraordinária convocada pela CDU, onde todas as propostas apresentadas foram aprovadas sem votos contra, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, mostrou ter dúvidas sobre a proposta do Ministério do Ambiente. "Não me peça a mim para explicar ao presidente da Trofa que uma linha entre as Devesas é mais importante que a linha ferroviária. Dizer que são os municípios a decidir é a mesma coisa que dizer que não vai haver investimento", criticou Rui Moreira.

Ao longo do debate, os diferentes partidos passaram por todas as áreas da mobilidade, questionando a possibilidade de remover os pórticos da A41 no sentido de aliviar o trânsito na VCI, bem como limitar a circulação de pesados nessa artéria, vista como "um problema muito importante" por Rui Moreira.

"Estamos a falar das vias de acesso fundamentais à cidade: a VCI, a Circunvalação. A Infraestruturas de Portugal, que domina grande parte destas questões, acha que é patroa disto tudo", reiterou o autarca, apontando mais críticas ao Governo.

A par disso, Rui Moreira confessou ainda não ter "grande expectativa na rede de metro nos próximos tempos". Isto porque, desafiado a aproveitar a oportunidade da revisão do Plano Diretor Municipal, o autarca disse não querer fazer mudanças ao documento ou construir infraestruturas baseadas "no suponhamos ou no querer linhas de Metro que não vão ser construídas nos próximos dez anos".

O deputado da CDU, Rui Sá, pediu à Câmara do Porto para "manter o metro em cima da mesa" e pedir ao Governo para "reforçar estas verbas". "É um meio estrutural de transporte e isso exige que tenhamos esta capacidade reivindicativa, exigindo esse investimento que é estrutural para a nossa região. Não pode haver este deitar a toalha ao chão", terminou o deputado.

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