Política

Rui Moreira pede o adiamento das presidenciais devido ao estado de emergência

Rui Moreira pede o adiamento das presidenciais devido ao estado de emergência

O presidente da Câmara Municipal do Porto recomenda ao Executivo Municipal que aprecie e vote favoravelmente, na próxima segunda-feira, uma proposta adiamento das eleições presidenciais.

Rui Moreira quer que, através de decreto presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa "determine que tais eleições não se realizem enquanto durar o regime de exceção ao abrigo do estado de emergência".

O autarca refere que com "a situação de calamidade pública que se vive no país e a todas as inerentes e necessárias restrições aos direitos e liberdades e garantias dos cidadãos, não se compreende como é tudo isto compaginável com a manutenção do ato eleitoral", marcado para o próximo dia 24.

Rui Moreira observa que é um "objetivo unanimemente reconhecido por todas as forças políticas combater a abstenção e garantir e incentivar a participação plena de todos os eleitores".

O presidente da Câmara do Porto prevê que, em situação de pandemia, "a abstenção poderá atingir números muito elevados, pelo risco associado à participação neste ato eleitoral".

Para Rui Moreira, a mobilização dos eleitores "terá forte impacto na concentração de pessoas nos transportes e nos locais de voto, sendo certo que o recolher obrigatório que tem prevalecido nos dias de domingo, e que o Governo tem considerado como adequado, não poderá ser mantido nesse dia".

"Não se entende, assim, que Portugal, que vive um regime de exceção com o prolongamento de restrições e de medidas de confinamento obrigatório, mantenha simultaneamente prevista a realização de um ato eleitoral que, ainda que seja acompanhado de medidas sanitárias e de segurança, implicará necessariamente riscos acrescidos ao potenciar os contactos e a circulação de milhões de pessoas", afirma Rui Moreira.

PUB

Portugal registou, esta sexta-feira, o mais elevado número de sempre de casos diários de COVID-19, totalizando 10.176 novos positivos. Atingiu-se, também, o máximo de casos ativos, 98.938, de acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG