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Rui Rio espera demolir todo o bairro do Aleixo até final do mandato

Rui Rio espera demolir todo o bairro do Aleixo até final do mandato

O presidente da câmara do Porto, Rui Rio, disse, esta sexta-feira, esperar que a demolição de todo o bairro do Aleixo esteja concluída até ao final do mandato.

"O projecto completamente concluído nem sequer será no meu tempo. No meu tempo pode ser, e espero que seja, a demolição integral do bairro e o realojamento das pessoas. Isso é que vou procurar conseguir", disse o autarca, que hoje assinala 10 anos desde que foi eleito presidente da Câmara do Porto.

Rui Rio falava aos jornalistas momentos após a demolição da torre 5 do bairro, à qual assistiu a bordo de uma embarcação, no rio Douro.

O autarca admite que a actual crise económica poderá ser "um obstáculo" ao desenvolvimento do projecto, porque "quando tudo isto foi desenhado não havia a crise que há neste momento", mas assegura que é "um obstáculo a ultrapassar".

A "situação financeira do país e a escassez de crédito e liquidez bancária" é, aliás, o único percalço que Rio encontra no processo, não se mostrando preocupado com a investigação de que está a ser alvo Vítor Raposo (um dos participantes no Fundo Especial de Investimento Imobiliário - FEII - criado para a demolição do Aleixo).

Rui Rio também não teme que o projecto sofra um retrocesso quando o seu terceiro mandato chegar ao fim: "Era impossível fazer tudo no horizonte de 2013. A demolição pode acontecer até lá. É isso que eu quero. Mesmo que no fim falte qualquer coisinha, não se poderá voltar atrás", frisou.

O autarca, que assistiu à implosão da torre 5 do Aleixo admitiu que estava apreensivo.

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"Se um edifício daquele tamanho caísse fora do perímetro que estava previsto... Está certo que havia o perímetro de segurança, mas é sempre um momento de uma certa ansiedade, e de algum respeito pelas pessoas que moraram ali. Podem ter tido vivências aborrecidas ou deprimentes, mas foi a casa delas", vincou.

O autarca assinalou que esta demolição foi "um passo importante na concretização da primeira prioridade" da autarquia, ou seja, "na concretização da requalificação da habitação social" da cidade, tendo em vista uma maior "justiça social" e uma "maior segurança urbana".

Quanto às críticas da oposição relativamente às casas que estava previsto serem construídas de raiz para acolherem os moradores do Aleixo, Rio frisou não existir nenhum atraso.

"Ter as casas prontas era impossível. A construção já se podia ter iniciado, há algum atraso aí, mas estarem prontas era impossível", notou, afirmando não compreender o PS, que "votou contra a demolição e agora está preocupado porque o processo não está a andar da forma como gostariam".

Sobre a possibilidade de se ter esperado pelas casas para iniciar os realojamentos e demolições, Rio explicou não ver "vantagem nenhuma em perpetuar" o bairro.

"Só vejo vantagens em acabar depressa com o que ali existe", afirmou, dizendo desconhecer os custos da demolição de hoje, pois os mesmos "estão a cargo do FEII".

Na embarcação do empresário Mário Ferreira, estiveram hoje a assistir à demolição da torre 5 os vereadores da maioria PSD/CDS na Câmara do Porto e Rui Quelhas (actual administrador da Sociedade de Reabilitação Urbana, foi o primeiro chefe de gabinete de Rio).

Marcaram ainda presença o social-democrata Sérgio Vieira (presidente da concelhia do PSD quando Rio foi eleito) e Paulo Rangel (um dos subscritores do programa eleitoral do autarca), que chegou de bote ao barco onde a comitiva se encontrava, depois de ter aterrado no aeroporto, vindo de Barcelona.

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