Porto

S. João, S. João, dá cá um golão

S. João, S. João, dá cá um golão

À falta de manjerico e bailarico, outra vez arruinados pela covid-19, a folia do solstício ficou-se mais pelos quintais e pelos pátios tripeiros. Foi o arraial possível, mitigado pelas façanhas da bola e do padroeiro da seleção.

A pandemia voltou a reprimir o Porto na celebração da longa noite de 23 para 24 de junho. Pelo segundo ano a eito, as restrições sanitárias esvaziaram as ruas e impediram a realização plena da maior e mais espontânea festa popular de Portugal. Soltaram-se as comoções do futebol, os dois foguetes de Cristiano Ronaldo e mais alguns artefactos que mãos providenciais lançaram desde a ponte Luiz I.

A Polícia vigiou a observância da ordem sanitária e fez-se notar nas ruas e vielas do Porto nuclear, de S. Vítor às Fontaínhas, da Sé a Miragaia, mas também foi maior o aparato do que a intervenção, porque a esmagadora maioria dos foliões ficou em casa, em obediência à determinação de distanciamento social e, sobretudo, em observação às incidências da bola, que pinchou lá em Budapeste. Foi, portanto, entre o Danúbio e o Douro que se viveram as maiores emoções da noitada, terminada no empate diplomático.

A rusga não deixou de criar alguns ajuntamentos, sobretudo na Ribeira, onde turistas franceses mantiveram uma animada garraiada do futebol. Entre o São João Batista e Saint Jean Baptiste também houve empate.

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