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"Se não fosse a esplanada já não estaríamos abertos"

"Se não fosse a esplanada já não estaríamos abertos"

Câmaras do Grande Porto autorizam centenas de estruturas temporárias para ajudar restauração a ultrapassar limitações no interior devido à pandemia.

Em passeios, nos lugares de estacionamento, umas feitas com restos de paletes e ripas de madeira, outras de vime, plástico ou chapa zincada. As ruas nas cidades do Grande Porto ganharam novos espaços de convívio, com as autarquias a atribuírem centenas de licenças excecionais para aumento das esplanadas e, em tempo de pandemia, contribuírem para a sobrevivência da restauração. Só no Porto, o número de pedidos ultrapassou os 300.

O objetivo é compensar a redução dos lugares no interior de cafetarias e restaurantes determinada pelas normas definidas pela Direção Geral da Saúde (DGS). No caso do Porto, as licenças atribuídas pela autarquia contribuíram para um aumento de 4415 m2 de área de esplanadas na cidade (o total é hoje de 6421 m2 ). "A capacidade das nossas duas salas [interiores] era de 80 lugares. Agora temos 34. As pessoas espreitam, se estiver muita gente já não entram. Têm medo e a esplanada vem ajudar porque muitos preferem ficar cá fora", explica Joaquim Sequeira, subgerente do Forno de Pedra, na Rua de Guedes de Azevedo.

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