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Simulacro de acidente interrompeu este domingo circulação entre Porto e Gaia

Simulacro de acidente interrompeu este domingo circulação entre Porto e Gaia

O simulacro de um acidente na estação de São Bento, no Porto, entre uma composição do metro e um carro, interrompeu, este domingo de manhã, a circulação na linha Amarela entre as estações da Trindade, no Porto, e de General Torres, em Gaia. A simulação, com feridos que também fizeram parte do exercício, serviu para testar meios e operacionais para o caso de acontecer um sinistro real. O corte da circulação, entre as 8 horas e as 11 horas, já tinha sido anunciado no sábado.

Foram testados os planos de emergência interno e externo e as medidas de autoproteção de metro ligeiro da Área Metropolitana do Porto. Foi dado especial enfoque aos circuitos de informação e à articulação dos diversos agentes e entidades nas ações de socorro e nas ações de reposição da normalidade.

Às 8.30 horas, uma composição de metro, que circulava na linha Amarela, no sentido de Santo Ovídio, e que acabava de sair da estação de São Bento, foi abalroada por uma viatura, que, após atravessar o tabuleiro superior da ponte Luís I (sentido Gaia-Porto), entrou no túnel. O embate originou um incêndio no carro e a imobilização, no local, de ambos os veículos.

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Os meios de socorro foram prontamente acionados pelo centro de comando do metro, que, por sua vez, efetuou uma chamada ao 112 e à sala de operações e comunicações do Porto. Equipas de Proteção Civil chegaram ao local, deparando-se com um cenário de alguma gravidade: no automóvel seguia o condutor e um acompanhante, ficando ambos feridos com gravidade (um com queimaduras e outro politraumatizado). Na composição do metro, para além do maquinista, que deu o alerta, seguiam 15 passageiros, havendo registo de quatro feridos ligeiros.

À chegada dos operacionais da Proteção Civil, já se encontrava em curso a evacuação da estação, iniciando-se o reconhecimento, extração e estabilização das vítimas, encaminhando-as para as respetivas estruturas de apoio.

O simulacro obrigou, de imediato, à paragem da circulação do metro, em ambos os sentidos, condicionamentos de trânsito rodoviário nas zonas adjacentes e criação de corredores de emergência. Também se procedeu à triagem e à evacuação das vítimas para unidades hospitalares, conforme determinado pelo CODU/INEM.

Tudo não passou de um simulacro, mas serviu para avaliar a articulação entre os agentes da Proteção Civil, o operador do metro e as demais entidades envolvidas, nomeadamente o CDOS Porto, a Proteção Civil, Bombeiros Sapadores, Bombeiros Portuenses, INEM, Polícia Municipal, PSP e a Via Porto/Metro do Porto, num total de cerca de 20 viaturas e 80 elementos.

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