Porto

Sindicato estende greve às últimas quatro horas na STCP até 30 de abril de 2022

Sindicato estende greve às últimas quatro horas na STCP até 30 de abril de 2022

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Urbanos do Norte (STRUN) anuncio, esta quarta-feira, que vai estender a greve dos trabalhadores da STCP às últimas quatro horas, que vigorava até ao final deste ano, até 30 de abril de 2022.

Em comunicado, o STRUN diz que "a administração da STCP parece não querer, ou não ter autonomia para negociar e responder às justas reivindicações dos trabalhadores" e adianta que "não é convocado pela administração desde julho". O sindicato acusa a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) de, "por comodismo", não "negociar com greves em vigor".

Esta estrutura tinha já convocado uma greve às últimas quatro horas de trabalho que vigorava de 9 de outubro até ao final do ano. Os trabalhadores reivindicam um reforço do salário base em 30 euros, acrescentando, na prática, mais 15 euros ao valor que tinha já sido acordado entre a administração da STCP e quatro sindicatos. O STRUN foi o único sindicato que se recusou a assinar este acordo.

No documento divulgado hoje, o STRUN refere que "os ditos sindicatos fizeram um pacto de 'paz social' até abril de 2022, comprometendo-se em não marcar lutas e o que se noticia é não haver dinheiro, porque os acionistas (Câmaras) rejeitaram o plano de atividade e orçamento para 2022 apresentado pelos administradores da empresa".

A 10 de dezembro, o presidente da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, disse que foi travado um aumento na ordem dos três milhões de euros da comparticipação dos municípios à STCP. "Foi suspensa a decisão porque não compete, do meu ponto de vista, ao conselho de administração apresentar um plano com um aumento tão significativo sem haver consulta aos municípios", defendeu, na altura, o também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

A gestão da operadora de transportes urbanos do Porto é, desde o início do ano, assumida pelos municípios do Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Valongo e Maia.

A Lusa tentou obter esclarecimentos junto da STCP, mas até ao momento não obteve resposta.

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