Segurança

Sistema de videovigilância no Porto aprovado com votos contra da CDU e BE

Sistema de videovigilância no Porto aprovado com votos contra da CDU e BE

A proposta de aquisição e manutenção do sistema de videovigilância, e as devidas contratações, foi esta segunda-feira aprovada na reunião privada do Executivo da Câmara do Porto, com os votos contra da CDU e Bloco de Esquerda (BE).

Na opinião da vereadora Ilda Figueiredo, da CDU, que votou contra a proposta da videovigilância, "esta não é a forma de resolver o problema da segurança de pessoas e bens da cidade, como aliás há experiências internacionais que mostram isso".

Ilda Figueiredo defende que "neste processo deve haver um maior policiamento de proximidade, em contacto com as pessoas, com a Polícia presente nas ruas".

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Segundo a vereadora devia de haver "uma outra visão de tratamento do espaço público e de intervenção municipal, com equipas multidisciplinares, com uma fiscalização mais permanente e eficaz em relação ao funcionamento, por exemplo, da movida".

E acrescentou: "Creio que o caminho por aqui não vai resolver o problema [da insegurança] na prática e daí a nossa preocupação é que esta questão da segurança deve ser uma visão integrada de cidade e não parcelar".

Também a vereadora Teresa Summavielle, do Bloco de Esquerda, que votou contra a mesma proposta, defende que "há outras soluções de proximidade que deveriam ser privilegiadas relativamente à utilização direta do uso da videovigilância, uma vez que ela traz consigo coisas negativas, como restrições de liberdades e direitos dos cidadãos".

Por outro, "em contexto da movida, da noite, com excesso de álcool, parece-nos que a solução de proximidade é muito mais dissuasora e eficiente do que uma câmara".

No final da reunião do Executivo, Filipe Araújo, vice-presidente da Autarquia, explicou que o que foi aprovado esta segunda-feira, "foi o processo de contratação daquilo que foi decidido a nível de tecnologias, de câmaras e de especificações técnicas" que vão ser montadas, "em cima daquilo que é a fibra ótica da cidade", estando a Câmara neste momento na fase de "lançamento dos concursos públicos".

O autarca salientou que para isso ser feito, o Município terá "de fazer alguns investimentos extra, no sentido de dotar a PSP dessa capacidade que foi solicitada", dando como exemplo a criação de "uma sala onde só a PSP poderá visualizar essas câmaras".

Filipe Araújo preferiu não comentar os votos contra da CDU e do BE, salientando que "quem define a estratégia deste tema é a PSP e o Ministério da Administração Interna", tentando a Câmara "ajudar , na medida do possível, aquilo que pretendem no âmbito da segurança para o Porto".

E concluiu: "Essencialmente o que queremos é uma cidade e um país seguro e sempre que a PSP nos interpele para ajudarmos naquilo que é o seu trabalho, nós estaremos na disposição de o fazer. Os sistemas de videovigilância servem para reagir por antecipação. Todos estes projetos, trabalhamos no sentido de melhorar e de potenciar uma maior qualidade de vida na cidade".

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