Polémica

Sócios dos Bombeiros Voluntários do Porto criam comissão administrativa

Sócios dos Bombeiros Voluntários do Porto criam comissão administrativa

Os associados dos Bombeiros Voluntários do Porto decidiram esta quarta-feira, em assembleia-geral extraordinária, criar uma comissão administrativa que terá a missão de "arrumar a casa" e prepará-la para "novas eleições", revelou esta quinta-feira à Lusa o advogado Tiago Machado.

"A comissão vai ter uma reunião para decidir os pelouros, colocar a associação nos eixos e pronta para que sejam eleitos novos órgãos sociais. Vamos tentar arrumar a casa. Não há muito mais que uma comissão possa fazer. Tem de cumprir a lei. Mas já se perdeu muito tempo e não podíamos deixar os bombeiros na mão", disse o advogado.

Tiago Machado, que é advogado dos associados e também integra a comissão agora aprovada, indicou como próximos passos o registo desta comissão administrativa na conservatória e a realização de uma reunião interna.

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"O registo será feito ainda esta semana", garantiu.

Ainda sobre a assembleia-geral extraordinária realizada na noite desta quarta-feira, o advogado descreveu que estiveram presentes sócios, bombeiros e antigos bombeiros de uma corporação de voluntários que completa este ano 148 anos.

Esta sessão foi solicitada por um associado provocante, Rui Morais, que também foi bombeiro daquela corporação.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Porto vive, há anos, uma situação de acusações mútuas que envolve a direção liderada por Gustavo Barroco, associados que agora votaram a constituição de uma comissão administrativa, bem como operacionais da corporação sobre alegados incumprimentos e irregularidades.

Esta situação já fez com que, em junho, o quartel tenha sido fechado por falta de pessoal na central telefónica.

A 5 de julho, também as contas da corporação foram penhoradas devido a incumprimento no pagamento de uma dívida de cerca de 40 mil euros a um bombeiro.

Esta segunda-feira, em reunião da Câmara do Porto, o presidente Rui Moreira anunciou o fim do apoio à associação.

Na terça-feira, em declarações à Lusa, Tiago Machado relatou que no "início de julho foram enviadas cartas registadas à presidente da Mesa [Joana Sousa] a pedir a marcação de uma assembleia-geral, que não obtiveram resposta", razão pela qual foi decidido recorrer à convocação de uma assembleia através de um associado provocante.

Contactada pela Lusa, Joana Sousa declinou prestar declarações.

Sobre a constituição da comissão administrativa, o advogado garantiu que essa esgota o poder da atual direção.

A Lusa tentou obter uma reação de Gustavo Barroco, mas até ao momento não foi possível.

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