Porto

Soluções para esplanadas de "Parada Leitão" obrigam à desmontagem

Soluções para esplanadas de "Parada Leitão" obrigam à desmontagem

O arquitecto Rui Barros da Silva vai apresentar "dois conceitos de solução" para as esplanadas da praça Parada Leitão, no Porto, e qualquer um obriga à desmontagem parcial ou total das estruturas.

O autor das esplanadas que foram licenciadas pela Câmara do Porto mas que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) mandou demolir reúne-se, na quarta-feira, com a Direcção Regional de Cultura do Norte (DRC-N) para definir o futuro das estruturas.

Rui Barros da Silva adiantou à Agência Lusa ter "várias hipóteses de esplanada", sendo que umas são "mais convencionais", impossibilitando a fruição do espaço no inverno, e outras são "amovíveis, passíveis de serem montadas sazonalmente".

Qualquer um dos conceitos obriga à "desmontagem das estruturas existentes", adiantou, preferindo não falar em demolição. "Apesar do parecer do Igespar dizer que não são estruturas amovíveis, elas são tão amovíveis como o bar que fica dois meses na avenida dos Aliados".

A desmontagem poderá ser "total ou parcial", de acordo com o que a DRC-N vier a decidir. "Vamos [à reunião] avaliar as várias possibilidades de resolver o problema. Se o Igespar disser que podem avançar todas as soluções ou algumas, terão de ser os comerciantes a escolher", afirmou.

O prazo de implementação da solução dependerá "do prazo de entrega de materiais", que o arquitecto não soube adiantar.

O desenlace do problema terá "custos acrescidos", refere Rui Barros da Silva, acrescentando que "os comerciantes estão na expectativa de serem ressarcidos", uma vez que a licença da autarquia lhes deu luz verde para o investimento.

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Qualquer que seja a decisão, Barros da Silva acredita que "a solução integral preconizada pela Câmara do Porto" para aquela zona "está em causa", porque "uns comerciantes poderão optar por uma solução, e outros por outra".

O arquitecto lembra que as estruturas "nasceram da iniciativa da Câmara, a propósito da animação da Baixa, para que aqueles espaços pudessem dar conforto aos clientes no Inverno" e que isso também fica em causa.

As esplanadas, que servem os cafés Piolho, O Mais Velho e Universidade, a Geladaria Cremosi e o Restaurante Irene Jardim, representaram um investimento de 250 mil euros.

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