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Suspensa ligação em elevador entre a Fonte e o Miradouro das Virtudes

Suspensa ligação em elevador entre a Fonte e o Miradouro das Virtudes

A ligação de cota alta "em elevador" entre a Fonte e o Miradouro das Virtudes foi suspensa pela Câmara do Porto que decidiu, após parecer desfavorável da DGPC, avançar, numa primeira fase, apenas com o trajeto à cota baixa.

"Considerando o referido parecer, que se focava sobretudo na solução de projeto para a cota alta (Zona entre o Miradouro da Virtudes e a Fonte das Virtudes), foi decidido dividir o processo em duas fases", indicou a autarquia em resposta à Lusa.

Em suspenso "para já" fica a ligação de cota alta - entre o Miradouro da Virtudes e a Fonte das Virtudes - "uma vez que neste troço é possível circular sem obstáculos apesar da pendente do arruamento".

Em janeiro de 2020, o presidente da Câmara do Porto, questionado numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal, adiantava que a ligação mecanizada nas Virtudes teve parecer desfavorável da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), estando, à data, a ser "reanalisado".

Já a ligação da cota baixa - entre a Fonte das Virtudes e a Calçada das Virtudes -- refere o município, vai avançar, tendo já sido "desenvolvidos todos os estudos técnicos necessários para suportar o anteprojeto "composto por um conjunto de quatro escadas rolantes".

Estes estudos, que incluíram a atualização cadastral e diagnósticos complementares entre os quais a inspeção vídeo da galeria do Rio Frio, "deverão estar concluídos este mês", arrancando a fase de anteprojeto.

"Estimamos a conclusão do projeto até ao final de 2021, seguindo-se depois os procedimentos para a contratação da empreitada", indica o município.

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O projeto inicial contemplava na ligação de cota alta, para já suspensa, duas soluções distintas, uma para cada uma das diferentes fases do percurso: "escadas mecanizadas entre a zona de Miragaia e zona da fonte das Virtudes ou Calçada das Virtudes; e uma ligação vertical em elevador entre a Calçada das Virtudes (fonte das Virtudes) e o Jardim das Virtudes ou miradouro das Virtudes".

Esta última solução mereceu parecer desfavorável por parte da DGPC, estando a autarquia a "ainda a estudar soluções".

Já a "ligação entre a cota baixa (Miragaia) e a Calçada das Virtudes não sofreu qualquer alteração relativamente ao previsto devendo o mesmo estar concluído até finais deste ano".

A Lusa questionou a DGPC, mas até ao momento sem sucesso.

O projeto enquadra-se numa estratégia geral de desenvolvimento de uma rede interligada de percursos pedonais assistidos por meios mecanizados, numa das zonas com orografia mais difícil do centro do Porto.

O concurso de conceção lançado pela Câmara do Porto em 2015 teve por base um estudo que identificou os três pontos possíveis de ligação de cotas: Miragaia, Palácio de Cristal e Virtudes.

A primeira intervenção, em Miragaia, a funcionar desde julho, compreendeu uma intervenção em três núcleos: um correspondente à zona das "Escadas das Sereias", outro à área que compreende as "Escadas do Monte dos Judeus" e zonas adjacentes, e o terceiro a zona circundante das Ruas do Cidral de Cima e Cidral de Baixo.

A intervenção no Palácio de Cristal, cujo concurso foi lançado em 20 de julho, por 1,19 milhões de euros, visa alargar os pontos de ligação entre os jardins do Palácio e a sua envolvente, especialmente o grande morro sul na sua relação com a Rua da Restauração e conexão com os percursos pedonais - ligações mecanizadas de Miragaia, através da colocação de um elevador que fará a ligação das cotas.

Em março de 2017, na reunião do executivo a vereadora da mobilidade, Cristina Pimentel, que apresentou o programa do concurso de conceção para o projeto de percursos pedonais e ligações mecanizadas em Miragaia, Palácio de Cristal e Virtudes, avançava que a estas ligações, juntava-se uma outra na Rua da Madeira, projeto já em elaboração pela Câmara do Porto e que avançaria de forma independente.

Para além desta ligação a autarquia pretendia ainda reativar os elevadores da Ponte da Arrábida.

Questionada pela Lusa, a autarquia esclareceu, em 23 de julho, que a solução para a Rua da Madeira encontra-se ainda em estudo.

No que respeita aos elevadores da Arrábida o projeto apresentado pela autarquia não mereceu a concordância da IP, proprietária e gestora da Ponte da Arrábida.

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