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Paralisação

Trabalhadores da Euromex que fazem limpeza no S. João voltaram à greve

Trabalhadores da Euromex que fazem limpeza no S. João voltaram à greve

Os trabalhadores da Euromex que asseguram a limpeza no Hospital de S. João, no Porto, cumprem nesta segunda-feira o último de quatro dias seguidos de paralisação. Segundo o sindicato que convocou a greve, a adesão rondou os 90%.

São duas as reivindicações que motivaram a greve. Os trabalhadores reclamam os mesmos direitos que têm os funcionários do hospital em relação a todas as tolerâncias de ponto e não apenas à do Carnaval, que já resulta do contrato coletivo de trabalho. Por outro lado, querem um subsídio de risco à volta dos 30 euros por mês. Foi isso que voltaram a lembrar, na manifestação que decorreu em frente ao S. João, no último dia daquela que é a quarta greve convocada por estes motivos desde dezembro.

Eduardo Teixeira, coordenador regional do Porto do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD), disse ao JN que o que se pretende é estender aos trabalhadores da limpeza o direito à tolerância de ponto no Natal, no Ano Novo e em todas as outras situações em que seja decretada.

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A propósito, referiu que no IPO a limpeza é igualmente assegurada pela Euromex e "já se conseguiu isso". "Não se percebe por que é que aqui não há vontade negocial", afirmou ainda, aludindo ao facto de os funcionários que trabalham no S. João não terem igual direito.

Eduardo Teixeira disse que a administração do Hospital de S. João "está a ter uma atitude excelente" e acredita que, no final do ano, "irá enquadrar esta reivindicação no seu caderno de encargos", mesmo que a Euromex não chegue a acordo em relação a suportar uma parte dos custos. "O que ficou estabelecido na primeira negociação era que a Euromex iria suportar 50% dos custos, mas, de um dia para o outro, mudou de ideias", disse.

Questionado pelo JN, o hospital não quis comentar o assunto.

Já a Euromex respondeu, em comunicado. "O contrato coletivo de trabalho define, em exclusivo, além dos regulares feriados obrigatórios - a título de exemplo, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 15 de agosto -, a regra a aplicar na terça-feira de Carnaval, devendo esta ser tratada em iguais termos aos afins trabalhadores desse serviço. Quer isto dizer que as demais tolerâncias de ponto que venham a ser concedidas à função pública encontram-se sem disposição legal", refere a nota enviada ao JN.

"As tolerâncias de ponto têm, obrigatoriamente, de ser ajustadas ao funcionamento do local onde se pretende aplicar, mais ainda quando falamos do setor da saúde, e tal atribuição carece de discussão, análise e dedicação", acrescenta a empresa.

Em relação ao facto de a medida estar a ser aplicada no IPO, fonte da Euromex referiu que o próprio IPO "cedeu esse direito aos trabalhadores".

Por fim, o comunicado refere que "o STAD, pela segunda vez, ignorou o despacho" do Ministério do Trabalho em relação aos serviços mínimos. "Não podem os trabalhadores de limpeza hospitalar querer ser, nos benefícios, comparados aos demais trabalhadores afetos a este local e, nas obrigações, não o ser. Todos reconhecemos que, nos hospitais, é imperativo cumprir serviços mínimos", refere a empresa.

Eduardo Teixeira refuta a acusação. "Os representantes da Euromex no local de trabalho informaram o piquete de greve que estava tudo a decorrer dentro da normalidade para um dia de greve. Os serviços mínimos, no nosso entender, foram e estão a ser cumpridos", afirmou o dirigente sindical ao JN.

A paralisação decorre até às 24 horas desta segunda-feira.

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