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Confrontos entre PSP e trabalhadores da STCP em greve

Confrontos entre PSP e trabalhadores da STCP em greve

Um grupo de trabalhadores da STCP, que esta madrugada se concentrou em greve na estação de recolha de Francos, envolveu-se em confrontos com elementos do Corpo de Intervenção da PSP. Os grevistas referem que foram impedidos de ir à casa de banho das instalações da empresa. A polícia fala em apedrejamentos aos autocarros, situação da qual resultou ferimentos num agente da PSP.

De acordo com fonte da PSP do Porto, o incidente ocorreu pela uma hora da manhã quando os trabalhadores, que em declarações à TVI contestam "o aparato policial", começaram a "atirar pedras aos autocarros, tendo um dos agentes sido atingido pelos estilhaços de vidro e necessitado de receber tratamento hospitalar".

Mais tarde e ainda segundo o Comando metropolitano da PSP do Porto, na recolha da STCP da Via Norte, os elementos em greve lançaram ovos contra os veículos não se registando, contudo, qualquer confrontação com a polícia.

Eduardo Ribeiro, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), que decretou esta paralisação, confirmou a indicação de que teria havia um apedrejamento, mas sem qualquer pessoa detida.

Considerando que houve "um mal-entendido", Eduardo Ribeiro disse ao JN que os trabalhadores estavam à porta da empresa porque não os deixavam entrar nas instalações e polícia pensou que queriam impedir a saída dos veículos "e gerou-se confusão, com encontrões e apertos".

Segundo aquele dirigente do STRUN, os trabalhadores estão revoltados porque não os deixam entrar na sede da empresa, ao contrário das greves anteriores. "Nem sequer para ver a escala de serviço ou ir buscar a água à máquina", disse Eduardo Ribeiro.

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A greve foi decidida pela Comissão de Trabalhadores no passado dia 5, na qual participaram 400 funcionários para discutir a situação social da empresa e a proposta de revisão salarial. Na altura em declarações à Lusa, Mário Barros, coordenador da CT, explicou que a proposta apresentada pela administração da STCP, em linha com a Carris, iria ter um reflexo variável de acordo com a situação laboral de cada trabalhador.

"Estamos a falar de um valor à volta dos 15 euros, mas que depois de aplicada trabalhador a trabalhador poderia chegar aos 22, 23, 24 euros, mais coisa menos coisa. Era muito variável conforme a situação atual de cada trabalhador", explicou.

A greve decorre das zero horas de hoje até às duas da manhã de amanhã e nova paralisação está marcada para os dias 20, 26 e 27.

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