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Tuk-tuk em Lisboa: "Há dias em que não fazemos nada"

Tuk-tuk em Lisboa: "Há dias em que não fazemos nada"

Chegaram a ser centenas, mas agora nem a 20 chegam os tuque-tuques que circulam pelas ruas de Lisboa. Pela simpatia, enfeite das viaturas, descida de preços ou técnicas de venda mais arrojadas vão conquistando os poucos clientes que aparecem. A atividade chegou a ser muito rentável, mas hoje já ninguém vive só desta profissão. Muitos mudaram de emprego e quem continua vive no limbo, pois "não há para todos".

"Antes da pandemia, mesmo que não soubesse vender, bastava estar sentado no tuque-tuque e as pessoas vinham", recorda Pedro Oliveira, 25 anos, sentado ao volante do seu tuque-tuque na Praça da Figueira, em Lisboa. Agora, além do talento para a venda, safa-se quem tiver a viatura mais original. "Se (os turistas) gostam de flores ou de sardinhas, vão para o tuque-tuque com esses adornos. Temos de batalhar mais pelas viagens", diz.

Licenciado em Direito, começou a trabalhar na atividade há três anos. Gostou e ficou, mas não pensa continuar. "Não há turistas para estes tuque-tuques todos agora. É um negócio muito instável e há dias em que não fazemos nada. Não sei se vamos voltar ao que éramos antes da pandemia", lamenta Pedro Oliveira.

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