Mobilidade

Um sábado só com bicicletas e gente em 16 ruas do Porto

Um sábado só com bicicletas e gente em 16 ruas do Porto

Baixa e centro histórico do Porto têm novos arruamentos transformados em zonas pedonais temporárias. Medida da Autarquia vigora aos fins de semana.

"Já se vê mais bicicletas e crianças no meio da cidade. Uma coisa rara nestes dias", comenta António Domingues, 80 anos, admirado com a mudança na Avenida de Rodrigues de Freitas, uma das 16 ruas da Baixa e do Centro Histórico do Porto que passaram a ser zonas pedonais aos fins de semana. A decisão, já anunciada pela Autarquia, pretende dar um novo impulso à cidade

Não há carros, nem trânsito. Apenas pessoas e a andarem mais a pé pela cidade.

"Não sabia da mudança, mas acho muito bem porque incentiva a deixar o carro em casa" admite António, confessando que a partir de agora vai voltar a pegar na bicicleta. "Deixei de andar de bicicleta porque tinha medo dos carros, mas isto agora está bom para os velhotes!", brinca.

Na mesma avenida, Cândida Viegas, 57 anos, admira a nova dinâmica. "É uma iniciativa muito bonita e espero que as pessoas adiram", diz. Apesar de algum conflito por se manter a circulação dos autocarros, a comerciante acredita que é tudo uma questão de hábito. "Claro que de manhã houve alguma confusão, mas acho que vai funcionar muito bem".

Resgatar espaço público

A decisão da Câmara do Porto insere-se no "Plano para resgatar espaço público no Porto" que tem como objetivo incentivar a população a apostar numa mobilidade mais consciente e potenciar a retoma da atividade económica.

Na Rua da Picaria, onde abundam os restaurantes, esta medida parece ser a solução perfeita. "Todas as mudanças são complicadas até nos habituarmos", comenta Hélio Sequeira, depois de ver um carro passar.

"Claro que é uma boa decisão passar algumas ruas a zonas pedonais porque dá liberdade para as pessoas circularem com mais segurança", esclarece Hélio, proprietário de dois estabelecimentos naquela artéria. "É uma rua com muita restauração, faz sentido que seja totalmente pedonal para ser quase como uma praça de alimentação".

O irmão, Tiago Sequeira admite que, aliada à oportunidade de ter as esplanadas alargadas, as pessoas sentem-se melhor sem a circulação dos carros.

"Esta medida incentiva as pessoas a virem mais à Baixa e não só pelas esplanadas da praia. Para ser perfeito, a rua deveria manter-se sempre pedonal", confessa Tiago que diz que há já muito se houve falar de cortar o trânsito naquela artéria.

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