Porto

Uma queima com o cinto apertado

Uma queima com o cinto apertado

O orçamento é menor e há a convicção de que vai haver menos gente. A Queima das Fitas do Porto deste ano não escapa à crise. A subir, só o preço dos bilhetes para os concertos no Queimódromo.

Q uanto vão aumentar os ingressos? A FAP (Federação Académica do Porto) não diz. Fala em "pequena atualização". Esqueçam-se, portanto, os valores do ano passado (7euro para estudantes, 13euro para público em geral). E, para já, apenas estão confirmados os cabeças-de-cartaz nacionais. Os outros estão ainda em negociações. A hora é de poupar. A FAP assegura que o orçamento é menor do que o do ano passado - em 2011, a festa ficou por 2,5 milhões.

São oito noites de animação, de 6 a 13 de Maio, com milhares de pessoas a invadir o Queimódromo. Em Matosinhos, ali em frente, teme-se o regresso das insónias. No ano passado, a Câmara de Matosinhos avançou para tribunal em defesa do direito ao descanso. Neste ano, a FAP afirma que fará contactos com pessoas e entidades que sofrem com o barulho. O objetivo é sensibilizá-las para a importância da festa da maior academia do país.

Ontem, a Câmara de Matosinhos preferiu não avançar eventuais medidas a tomar.

No Queimódromo vão estar mais de 120 barraquinhas. Para ali estarem, é preciso pagar à FAP preços que variam entre os 285 e os 800 euros. Ainda há a receita com as rulotes e demais vendedores que ali assentam arraiais.

Quais as eventuais receitas da festa? A FAP não divulga. Qual o orçamento ao certo? A FAP não divulga. Diz apenas que será menor. Como menor deverá ser o número de bilhetes vendidos, face à crise, admitiu, ontem, o presidente da FAP, Luís Rebelo.

Mas a ambição é mostrar que a Queima é muito mais do que o Queimódromo. Há também um programa cultural, social e económico. Tudo para saber em www.fap.pt. v

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG