Porto

Universitários do Porto em protesto na rua por mais e melhor alojamento

Universitários do Porto em protesto na rua por mais e melhor alojamento

Os preços "exorbitantes" do alojamento para estudantes no Ensino Superior no Porto e a escassa oferta pública são os principais motivos para uma ação agendada para a próxima quinta-feira no Porto, anunciou, esta quarta-feira,a Federação Académica do Porto (FAP).

Em declarações à Lusa, o presidente da FAP, João Pedro Videira, lançou um apelo ao Governo, referindo que o "Estado tem de intervir rapidamente na oferta pública", porque estão a transformar os "estudantes deslocados em estudantes desalojados".

O presidente da Federação Académica do Porto explica que a ação simbólica desta próxima quinta-feira serve para "alertar" e "sensibilizar a sociedade civil, instituições de Ensino Superior e o Governo para a problemática do alojamento académico".

"A oferta pública é muito reduzida. É na ordem das 1.200 camas para cerca de 60 mil estudantes e há más condições na maioria das estruturas", observa João Paulo Videira, referindo, por exemplo, que há uma residência onde existe "uma centena de camas inoperacionais", porque os espaços "têm humidade" e "faltam outras condições dignas para um estudante conseguir estudar", para além do cheiro "a mofo".

Para além de não haver oferta pública suficiente, o presidente da FAP argumenta ainda que as casas que existem têm "preços exorbitantes" e, em alguns casos, não há sequer "comprovativo de pagamentos que os alunos fazem".

"Este é um problema que exige medidas para o imediato, com a capacidade de influenciar positivamente a vida dos estudantes já no próximo ano letivo", refere a FAP em comunicado enviado hoje à comunicação social.

A ação de alerta que vai decorrer a partir das 11 horas de quinta-feira, dia 3 de maio, no Largo Campo dos Mártires da Pátria, junto à Reitoria da Universidade do Porto, vai ter tendas de campismo e um cubo, com lonas sobre o alojamento académico e sistema de som para reproduzir algumas frases alusivas às imagens, com "forte crítica ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor", refere o mesmo comunicado.

A ação de "alerta" termina pelas 15 horas.