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Universitários espalham a latada pela Baixa do Porto

Universitários espalham a latada pela Baixa do Porto

Domingo soalheiro ajudou à festa estudantil, que voltou às ruas dois anos depois. Houve menos participantes.

"É viver a Universidade como se fosse a primeira vez. É incrível! Há dois anos que esperávamos por isto", desabafou emocionada Ana Catarina Coelho, 21 anos, finalista de Nutrição, este domingo, momentos antes dos caloiros fazerem o juramento "de dignificar as tradições académicas", em frente ao edifício do Laboratório Ferreira da Silva, nas traseiras do edifício da Reitoria do Porto. A latada, com a presença de centenas de alunos, espalhou-se por vários pontos da cidade.

Um dos epicentros do cortejo foi a Praça Gomes Teixeira (vulgo Praça dos Leões), com os alunos a descerem para o jardim da Cordoaria. Com a Rua dos Clérigos em obras, foi aí que aconteceram várias "invasões" (corridas desenfreadas) de doutores e caloiros.

"Acho que era ele", soltou a mãe de Pedro, de telemóvel pronto para a fotografia, perante a passagem apressada de um grupo de caloiros, que foram deixando cair pelo caminho as latas que tinham presas ao corpo.

Beatriz Coelho, 18 anos, de Águeda, espelhava a alegria de ter vindo estudar para o Porto e, pela primeira vez, estar com os colegas "mais livremente".

Rostos tapados

Ainda assim, foi evidente que a pandemia restringiu a festa que simbolicamente representa a apresentação dos novos estudantes da Academia do Porto à cidade.

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Além de muitos rostos tapados pelas máscaras, houve cursos que nem uma dezena de caloiros conseguiram juntar.

Mas porque o dia "era de festa", "Jay-Z" (assim se intulou a aluna), 23 anos, do curso de Gestão de Marketing do Instituto Português de Administração de Marketing, preferiu destacar que regressar às lides académicas "é muito especial". "A serenata foi o último evento em que participei antes das restrições da pandemia. Ainda era caloira", rematou.

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