Transportes

Utentes apanhados desprevenidos com greve do metro

Utentes apanhados desprevenidos com greve do metro

Apesar de terem circulado composições em muito menor número, a greve convocada para esta sexta-feira, pelo Sindicato dos Maquinistas, fez-se notar, ainda assim, com utentes insatisfeitos enquanto esperavam pelo transporte.

Na origem da luta dos trabalhadores estão questões salariais e o prazo do acordo de empresa. O Sindicato dos Maquinistas, que convocou a greve, não aceita que seja até 2023, mas só até 2022.
Como a adesão à greve foi bastante elevada, circularam poucas composições.

"Ao nível de associados está a ter 100% de adesão. Andam aí algumas circulações, mas o serviço está muito reduzido", afirmou à Lusa Helder Silva, dirigente sindical, referindo que "há maquinistas a contrato e um ou outro que não têm sindicato", e que não aderiram ao protesto.

Durante a manhã desta sexta-feira, os passageiros mostravam-se muito insatisfeitos com a paralisação. "Isto não é greve, isto é uma provocação a quem trabalha", reclamava Américo Duarte, enquanto esperava impaciente pelo metro em Campanhã, para ir a uma consulta. "Tenho de ir ao médico e com esta brincadeira nem sei se vou chegar a tempo", afirmou, chateado.

Algumas pessoas tiveram de apanhar autocarros à pressa, no entanto, na linha amarela e nas estações da Senhora da Hora e do Estádio do Dragão, o metro decorreu sem muitos percalços em relação ao que se esperava.

Hélder Silva, dirigente sindical, afirma haver maquinistas "a contrato e um ou outro que não tem sindicato" que não aderiram ao protesto, o que implicou a circulação de alguns veículos nas linhas. Apesar disso, não foi suficiente para impedir as queixas.

Narciso Rocha, cliente do metro, foi "apanhado de surpresa" e temia não chegar a tempo a uma consulta. "Acho muito mau, isto não se entende", vociferava. Já Carlos Ramos estava mais "relaxado" no que toca a compromissos, mas não deixou de dizer que os grevistas "são sempre os mesmos".

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Tal como nos restantes períodos dos dois dias de greve (esta sexta-feira e na próxima terça-feira), a Metro do Porto recomenda a utilização da rede de autocarros STCP e de outros operadores rodoviários para aceder ao Estádio do Dragão.

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